Resumo da notícia
Lei sancionada reconhece Campo Grande como Polo de Inovação em Blockchain e estimula startups, pesquisas e novos investimentos.
Município poderá conceder incentivos fiscais e adotar soluções em blockchain para ampliar transparência e eficiência.
Projetos como BDM e Araracoin reforçam avanço local em economia digital e engajamento da população.
A Prefeitura de Campo Grande sancionou a lei que reconhece oficialmente o município como Polo de Inovação em Blockchain e Economia Digital. A proposta é de coautoria do vereador Maicon Nogueira e Ronilço Guerreiro.
A nova legislação reconhece o protagonismo de Campo Grande na adoção de tecnologias descentralizadas e estabelece diretrizes para fomentar a inovação, atrair investimentos, estimular startups e gerar empregos qualificados.
Entre os objetivos da lei estão a criação de um ambiente regulatório favorável, o incentivo a parcerias público-privadas e a integração entre poder público, universidades e o setor produtivo.
Para o vereador Maicon Nogueira, a sanção da lei consolida uma agenda estratégica voltada ao futuro econômico da cidade.
“Campo Grande tem potencial para se tornar referência nacional em inovação digital. Essa lei cria as bases para atrair empresas de tecnologia, fortalecer o ecossistema de startups e abrir novas oportunidades para empreendedores, especialmente os jovens”, destacou.
O texto também autoriza o município a conceder incentivos fiscais, econômicos e administrativos a empresas e instituições que atuem com blockchain e economia digital, desde que cumpram contrapartidas sociais, ambientais e de desenvolvimento tecnológico. Além disso, a legislação prevê a adoção gradual de soluções em blockchain na administração pública, ampliando a transparência, a segurança de dados e a eficiência dos serviços.
Campo Grande e blockchain
Embora cidades como Rio de Janeiro, Florianópolis, Rolante e São Paulo ganhem destaque no noticiário sobre a adoção e incentivo ao mercado de ativos digitais, Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, também desenvolve diversas soluções de olho na inovação dos criptoativos.
Em 2023 a cidade desenvolveu o BDM (Bônus Dourado Mercantil), usando blockchain. A BDM foi idealizada com o propósito de permitir transações digitais seguras e transparentes para comércio local, serviços e empresas do estado.
Usuários podem usar a moeda em estabelecimentos conveniados, com pagamentos via aplicativo e QR Code com o ativo circulando on-chain.
Além da BDM, Campo Grande anunciou em 2025 o desenvolvimento de uma nova moeda digital municipal, a Araracoin. A proposta prevê que cidadãos ganhem a moeda ao cumprir obrigações municipais, por exemplo, pagar IPTU em dia, e poderão trocar Araracoins por serviços ou benefícios públicos e privados, como ingressos culturais ou descontos em serviços.
A implementação da Araracoin está sendo conduzida pela agência municipal de tecnologia, a Agetec. Segundo o diretor-presidente, a iniciativa pretende modernizar a economia local e incentivar o engajamento dos cidadãos com políticas públicas, transformando obrigações comuns em incentivos via economia digital.
O plano também prevê parcerias com comércio e setor privado para aceitar a moeda, o que pode movimentar negócios locais e fomentar inclusão financeira.
Além disso, no âmbito estadual a governança digital de Mato Grosso do Sul foi apontada, em 2025, como uma das mais avançadas do Brasil, facilitando a integração de sistemas públicos e ampliando a infraestrutura tecnológica. Isso cria ambiente favorável à adoção de blockchain e soluções de dados no governo e no setor privado.

