CEO da exchange Zebpay diz que recente hack da Binance ainda tem perguntas sem resposta

Durante a Consensus desta semana- maior conferência de criptomoedas do ano, realizada Nova York - o CEO da cripto exchange Zebpay, Ajeet Khurana, disse que quanto mais sabe, mais perguntas ele tem sobre o hack de Binance da semana passada.

Quando o hack ocorreu, os observadores puderam assistir ao roubo de 7.000 Bitcoins e as respectivas transferências em tempo real, através de um endereço fornecido pelo CEO Changpeng Zhao no Twitter. As moedas passaram de um endereço para outro e desapareceram. Mas acontece que foram movidos apenas metade da quantidade de Bitcoins da carteira que Zhao identificou. Outros 6,900 bitcoins foram deixados para trás, onde permanecem até hoje.

A exchange não comentou nada além do comunicado de imprensa público lançado na semana passada. Os depósitos e saques na exchange - que estavam congelados aguardando revisão de segurança - devem ser reabertos amanhã.

Para Khurana, as moedas que foram deixadas para trás são uma arma fumegante. "Podemos ver as transações no blockchain, mas por que não havia mais?", Ele perguntou: "Por que a carteira não foi esvaziada?".

Khurana, uma figura do mundo das criptomoedas de longa data, tornou-se CEO da Zebpay - uma das maiores e mais antigas bolsas da Índia - em março de 2018. O governo forçou a exchange a fechar em setembro de 2018, quando proibiu as criptomoedas no país. Zebpay, desde então, mudou-se para Malta e Austrália, e recentemente introduziu a rede pagamentos da Lightning Network.

Os hacks de exchanges de criptomoedas são bastante comuns, com um relatório recente da CipherTrace, empresa de análise de blockchain, mostrando que os valores envolvidos estão aumentando. Segundo Khurana, o aumento dos números devem continuar, em particular para as exchanges de tamanho médio.

"Muitos desses hacks estão acontecendo, apesar do fato de que sabíamos que eles poderiam acontecer", disse ele, antes de pintar uma imagem sombria: "Estamos em um estágio em que muito deve morrer para que a indústria possa viver".

Por outro lado, Khurana argumentou que não são apenas as exchanges que estão em falta; os governos também deveriam ser responsáveis:

“Embora eu nunca queira transferir responsabilidade para o governo e os reguladores, a atenção está voltada para a KYC (Know Your Customer) e não está sendo feito o suficiente para auditar as reservas cambiais e sua segurança”.

A resposta, disse ele, está nas exchanges, revelando mais informações aos reguladores. Os governos devem entender mais sobre até que ponto as exchanges garantem os ativos dos clientes e exigem padrões mínimos.