Dois novos consórcios disputarão os ativos da falida plataforma de empréstimos de criptomoedas Celsius Network em um leilão marcado para 25 de abril em Nova York. De acordo com relatórios e e documentos do processo judicial, as exchanges de criptomoedas Gemini e Coinbase estão entre as empresas que vão participar da licitação.
Documentos do processo mostram que um dos consórcios é a Fahrenheit, apoiada pela empresa de capital de risco Arrington Capital, que pertence ao investidor de blockchain Michael Arrington. Outros participantes do consórcio são o Proof Group Capital Management, o ex-CEO da Algorand, Steven Kokinos, e o banqueiro de investimentos Ravi Kaza.
Arrington mencionou que a Coinbase era uma das empresas que apoiavam o consórcio Fahrenheit em um postagem postadda no Twitter em em 22 de abril e depois excluída, de acordo com uma reportagem da Fortune. A Coinbase se recusou a comentar a publicação.

O segundo grupo que disputa os ativos da Celsius é o Comitê de Investimentos em Recuperação de Blockchain, apoiado pela exchange de criptomoedas Gemini, a gerente de fundos VanEck, a empresa de mineração de Bitcoin (BTC) Global X Digital e a Plutus Lending.
Ambos os consórcios estão disputando os ativos com a NovaWulf Digital Management, o “stalking horse bidder” – um termo comumente usado nos Estados Unidos para descrever o primeiro licitante de uma empresa falida, que define o padrão para os outros participantes do leilão. A proposta da NovaWulf inclui uma contribuição direta em dinheiro na faixa de US$ 45 milhões a US$ 55 milhões, bem como a criação de uma nova plataforma pública de negociação de propriedade integral dos credores da Celsius. Espera-se que os clientes recuperem até 70% de seus fundos com a proposta da NovaWulf.
Com base nas postagens de Arrington, o consórcio Fahrenheit também propõe a criação de uma nova empresa “com o objetivo único de aumentar esses ativos para compensar integralmente as partes interessadas." A empresa seria administrada por “um grupo de operadores de criptomoedas comprovados” e manteria “ativos substanciais de mineração de bitcoin, empréstimos institucionais e de varejo, uma variedade de criptoativos centrais e um portfólio de capital de risco”, disse Arrington.
O leilão é um passo importante para os clientes da Celsius recuperarem seus fundos. A empresa entrou com pedido de falência sob capítulo 11 em julho de 2022 depois de interromper os saques dos clientes, citando “condições extremas de mercado” em meio aos rumores de que estava insolvente.
LEIA MAIS