O banco C6, um dos principais bancos digitais do Brasil, anunciou o lançamento de uma campanha que vai facilitar a compensação de emissões de carbono de grandes empresas. De janeiro a março, o banco dará um cashback de créditos de carbono para clientes do segmento de atacado que realizarem operações de câmbio com o C6 Bank.

Segundo o banco, neste período, empresas que operarem a partir de US$ 25 milhões em câmbio receberão créditos de carbono como cashback. Esses créditos poderão ser usados exclusivamente na neutralização das próprias emissões ou de companhias do mesmo grupo.

“Hoje, as companhias estão cada vez mais comprometidas com o inventário, redução e compensação de suas emissões. Com esse cashback, elas poderão compensar suas emissões de forma segura e em um projeto certificado e de qualidade”, afirma Leandro Tondin, diretor de câmbio e atacado do C6 Bank.

O cashback varia de 50 a 350 créditos de carbono, dependendo do volume das operações de câmbio realizadas. Para quem fizer US$ 25 milhões de câmbio, por exemplo, o cashback será de 50 créditos, o equivalente a 50 toneladas de CO²e (dióxido de carbono equivalente).

“Além de fortalecer nosso compromisso com a agenda ambiental, essa campanha ajuda a estimular o mercado de crédito de carbono, que é essencial na transição para uma economia de baixo carbono”, afirma Alexandra Pain, head de ESG do C6 Bank.

Créditos de carbono 

A geração de créditos de carbono para realização dessa campanha virá do Projeto REDD+ Manoa, eleito em 2023 o 2º melhor projeto de créditos de carbono do mundo (Runner-Up) pela Environmental Finance. O projeto é validado e verificado pelo principal padrão de certificação para projetos de carbono do mundo, a Verra (www.verra.org).

A responsável pelo desenvolvimento do projeto é a Biofílica Ambipar, empresa do Grupo Ambipar, eleita quatro vezes a melhor desenvolvedora de projetos de carbono florestal do mundo pela Environmental Finance.

O Projeto REDD+ Manoa, que abrange uma área de mais de 74 mil hectares, está localizado no município de Cujubim, em Rondônia, e é o primeiro do Brasil a atender o padrão Sustainable Development Verified Impact Standard (SD VISta), contribuindo com 7 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU (Organização das Nações Unidas).

A Ambipar Group tem desenvolvido diversas iniciativas com tokens RWA ligados a créditos de carbono, entre elas, a empresa é dona da Ambify, plataforma emissora do token ABFY, que é atrelado a investimentos em projetos neutralização ou redução de emissão de pegada de carbono e membro da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto).

Além disso, o grupo conta com outro token RWA ligado a créditos de carbono, o AMBP3, desenvolvido na BNB Chain. No caso do Ambipar (AMBP3), a quantidade de tokens é calculada pelo aplicativo criado em blockchain e lançado em dezembro pela empresa possibilita que os usuários calculem suas pegadas pessoais de carbono e façam a compensação ao comprarem créditos de carbono acessíveis a pessoas físicas. 

"O carbono na medida certa é vida, o excesso que é o problema. A gente emite dióxido de carbono o tempo todo: quando come, bebe, anda de carro, viaja de avião, usa energia, compra coisas. As florestas, o solo e os oceanos neutralizam uma parte, mas não conseguem dar conta de todo, explicou o diretor de Ativos Digitais da Ambipar, João Valente. 

A empresa informou que o aplicativo foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar com especialistas em blockchain, mercado de carbono, desenvolvedores, programadores e designers. A plataforma já vem em versões em português, inglês e espanhol e está disponível no Play Store do Gloogle e na Apple Store.