O BTG Pactual, maior banco de investimentos da América Latina, divulgou nesta semana um relatório sobre onde investir em 2025. O estudo aborda o cenário macroeconômico, o cenário e perspectivas para o Brasil além de uma estratégia de alocação de investimento.
A estratégia do BTG para o ano engloba Títulos Públicos, Crédito Privado, Ações, Fundos de Investimento, Fundos de Investimento Imobiliário, Fundos de Infraestrutura, Criptoativos e Investimentos no Exterior.
No setor de criptoativos, o BTG destaca que o ano de 2024 marcou um ponto de inflexão para o setor, com a adoção institucional do Bitcoin ganhando força. A aprovação de ETFs de Bitcoin nos EUA trouxe uma forma regulada para que investidores institucionais possam se expor ao ativo, acelerando sua aceitação e aumentando a liquidez do mercado.
O banco destaca também que o iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, atingiu recordes históricos de captação entre todas as classes de ativos. Este fundo ultrapassou o AuC do ETF de ouro da própria gestora, evidenciando o forte apetite institucional pela tese de reserva de valor digital do Bitcoin. Em 2024, a capitalização de mercado do Bitcoin superou a prata, tornando-se o sétimo ativo mais valioso do mundo.
"Empresas como a MicroStrategy continuaram liderando o movimento de alocação de Bitcoin em tesourarias corporativas. Essa estratégia solidificou o Bitcoin como um ativo estratégico em portfólios institucionais, atraindo fluxo contínuo de capital e destacando seu papel na economia global", destaca o relatório.
Além disso, o BTG aponta que a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA trouxe novas perspectivas para o cenário regulatório dos criptoativos. Durante sua campanha, Trump manifestou apoio ao setor, propondo a criação de uma reserva estratégica de Bitcoin e o desenvolvimento de uma estrutura regulatória mais clara.
Segundo o banco, com o apoio de uma maioria republicana no Congresso e suporte bipartidário, a expectativa é de um cenário mais favorável, especialmente para as altcoins, que podem se beneficiar de uma reprecificação e expansão em seus casos de uso.
"Entre os setores que mais devem se beneficiar desse novo panorama estão o de Finanças Descentralizadas (DeFi) e a Tokenização de Ativos Reais (RWA). Esses segmentos devem ganhar força com uma maior integração ao sistema financeiro tradicional, à medida que os investidores reconhecem os ganhos de eficiência proporcionados pela tecnologia blockchain", afirma.
O banco também destaca que o ciclo de flexibilização monetária, iniciado em 2024 com cortes de juros nos EUA, deve continuar impulsionando a performance dos criptoativos em 2025.
"Com a queda das taxas de juros, o custo de oportunidade diminui, beneficiando ativos de risco, como os criptoativos, que se tornam uma opção atrativa para investidores que buscam maximizar retornos", afirma.
5 criptomoedas para investir em 2025
Veja abaixo as cinco escolhas do banco e os motivos que as tornam investimentos promissores.
1. Bitcoin (BTC): O pilar das finanças digitais
O Bitcoin continua a se consolidar como o ativo mais relevante do mercado cripto. Em 2024, a aprovação dos ETFs de Bitcoin nos EUA impulsionou a adoção institucional, acumulando mais de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão – um marco impressionante comparado aos ETFs de ouro.
Grandes players, como Goldman Sachs e Morgan Stanley, aumentaram significativamente suas posições, enquanto o interesse governamental na criação de uma reserva estratégica de Bitcoin destaca seu papel como reserva de valor digital. Com fundamentos robustos e um ecossistema em constante crescimento, o BTC é visto como indispensável para investidores em 2025.
2. Ethereum (ETH): A base dos contratos inteligentes
O Ethereum mantém sua posição de liderança como a principal plataforma de contratos inteligentes. Em 2024, a aprovação dos ETFs de Ether nos EUA e o lançamento de um fundo tokenizado pela BlackRock, que captou mais de US$ 500 milhões, reforçaram sua relevância institucional.
O avanço regulatório trouxe clareza ao ecossistema, incentivando a criação de aplicações como a tokenização de ativos reais (RWA). A crescente demanda por ETH para transações e investimentos fortalece sua posição como uma peça central no mercado financeiro global, com perspectivas de valorização consistente em 2025.
3. Solana (SOL): Escalabilidade em alta velocidade
A Solana destacou-se como uma das blockchains mais promissoras em 2024, registrando um crescimento de 1.000% no número de endereços ativos diários. Com a implementação da stablecoin PYUSD do PayPal, a rede ultrapassou a Ethereum em unidades emitidas.
O lançamento do Firedancer, uma infraestrutura desenvolvida em parceria com a Jump Crypto, promete aumentar a escalabilidade da rede para mais de 1 milhão de transações por segundo, consolidando Solana como uma plataforma de alto desempenho. O potencial de crescimento do token SOL é imenso, especialmente à medida que a rede atrai novos usuários e desenvolvedores.
4. Ondo Finance (ONDO): Liderança na tokenização de ativos reais
O protocolo Ondo Finance está revolucionando o mercado de tokenização de ativos reais, permitindo negociações globais com custos reduzidos e liquidez ampliada. Seus produtos inovadores, como as stablecoins lastreadas em títulos do Tesouro dos EUA, já superaram US$ 650 milhões em emissões. Parcerias estratégicas com grandes players, como a BlackRock, reforçam sua credibilidade no mercado.
A expansão para os ecossistemas Solana e Cosmos e os planos para lançamento de ações tokenizadas posicionam a Ondo como uma oportunidade única para investidores interessados no futuro das finanças descentralizadas.
5. Aave (AAVE): A gigante dos empréstimos em DeFi
A Aave consolidou-se como a maior plataforma de empréstimos em Finanças Descentralizadas (DeFi), oferecendo segurança e eficiência para usuários. Em 2024, a plataforma registrou um crescimento exponencial, ultrapassando US$ 11 bilhões em empréstimos e US$ 30 bilhões em depósitos, números que a colocam entre as principais instituições financeiras globais.
Sua receita anualizada cresceu 1.628%, atingindo US$ 113,84 milhões, destacando a competitividade da Aave em relação aos bancos tradicionais. Para 2025, o protocolo permanece como uma das melhores opções para exposição ao futuro das finanças descentralizadas.
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