Pela quarta semana consecutiva, investidores aumentaram suas exposições ao mercado de criptomoedas através de fundos. Na última semana, os fundos cripto receberam R$ 330 milhões em aportes, nos dados da CoinShares. Os brasileiros, no entanto, foram na contramão e sacaram R$ 6,5 milhões desses veículos de investimento.

Os fundos com exposição à valorização do Bitcoin (BTC) lideraram os aportes recebidos, com crescimento de R$ 276,5 milhões entre os dias 16 e 22 de outubro. Os fundos apostando na queda do criptoativo também exibiram crescimento, embora de apenas modestos R$ 8 milhões.

A CoinShares aponta que o provável motivo por trás do aumento nos aportes é a expectativa em torno da aprovação do primeiro ETF ligado ao preço de varejo do Bitcoin nos Estados Unidos. 

Desta vez, no entanto, o aumento em ativos sob gestão (AUM, na sigla em inglês) de fundos cripto foi menor do que em junho, quando a BlackRock anunciou que entraria na corrida de ETFs. Isso pode indicar que investidores estão mais cautelosos agora.

Apesar do entusiasmo dos investidores com Bitcoin, o Ethereum (ETH) não recebeu a mesma atenção. Na última semana, os fundos com exposição a ETH encolheram R$ 37 milhões em AUM.

Ainda na linha das altcoins, a Solana (SOL) é o criptoativo ‘alternativo’ mais popular quando o assunto é exposição através de fundos, diz a CoinShares em seu relatório. Entre 16 e 22 de outubro, fundos ligados ao preço da SOL cresceram R$ 77,5 milhões em AUM. No acumulado anual, o crescimento em AUM é de R$ 370 milhões.

AUM de fundos cripto por ativo de exposição. Imagem: CoinShares

Outros fundos que também exibiram crescimento em AUM estão ligados a Binance Coin (BNB), Cardano (ADA) e cestas de ativos, classificados pela CoinShares como “multiativos”.

Brasileiros desanimados em 2023

Mesmo com a semana passada sendo marcada por aportes em fundos cripto, os brasileiros foram na contramão e sacaram R$ 6,5 milhões desses veículos de investimento. Em 2023, o fluxo de investimento em criptoativos através de fundos é de R$ 185 milhões negativos no Brasil.

O número contrasta significativamente o mesmo momento em 2022, quando brasileiros somaram R$ 689 milhões em aportes em fundos cripto.

AUM de fundos cripto por país. Imagem: CoinShares

O país com maior volume de aportes em fundos com exposição a criptoativos, na semana passada, foi a Suíça, com R$ 227,5 milhões investidos. O Canadá ficou em segundo lugar, com injeções de R$ 90,5 milhões nesses veículos de investimento.

Além do Brasil, o único país cujos investidores reduziram a exposição em cripto através de fundos foi os Estados Unidos, com retiradas totalizando R$ 43,5 milhões.

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