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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

'Não abandonamos blockchain no Drex', Banco Central revela os rumos da CBDC nacional

Banco Central garante que o Drex continua ligado à blockchain, mesmo com mudanças no piloto, reforçando foco em segurança, inclusão e inovação.

'Não abandonamos blockchain no Drex', Banco Central revela os rumos da CBDC nacional
Brasil

Principais pontos

  • Banco Central reafirma que o Drex não abandonou a blockchain.

  • Projeto enfrenta desafios técnicos e de privacidade, mas avança.

  • Objetivo é criar um ecossistema digital estável e inclusivo.

O Banco Central do Brasil reafirmou nesta semana que o Drex, a moeda digital nacional, não abandonou a tecnologia blockchain, mesmo com mudanças recentes no piloto do projeto.

A declaração foi feita pelo coordenador da iniciativa, Fábio Araújo, durante o evento Meridian 2025, organizado pela Stellar Development Foundation.

Araújo reconheceu que o projeto enfrenta desafios técnicos, principalmente relacionado a privacidade, mas destacou que a colaboração com o setor privado tem impulsionado os avanços.

Segundo ele, o mercado está “bastante animado com a tokenização de ativos do mundo real”, e há expectativa de grandes progressos nos próximos meses.

O coordenador ressaltou que o Drex busca ampliar o acesso da população a serviços financeiros, aprofundando os resultados conquistados com o Pix. Ele lembrou que milhões de brasileiros entraram recentemente no sistema bancário e que agora o desafio é oferecer soluções mais acessíveis e baratas.

Planos do Banco Central para o Drex

Segundo o Banco Central, a visão de longo prazo para o Drex é construir um ecossistema digital estável, no qual a moeda emitida pela autoridade monetária garanta segurança ao sistema, enquanto o dinheiro digital privado ofereça ferramentas para novas soluções financeiras.

Nesse modelo, instituições poderiam desenvolver serviços inovadores apoiados em uma infraestrutura sólida e supervisionada. O objetivo é combinar confiança institucional com a capacidade de inovação do setor privado, criando um ambiente competitivo e inclusivo.

Apesar de a terceira fase do piloto não utilizar blockchain, Araújo assegurou que isso não significa o abandono da tecnologia. Ele lembrou que o Banco Central participa ativamente de laboratórios internacionais de tokenização de moedas digitais com outros bancos centrais.

Segundo o coordenador, o foco está em testar diferentes formas de usar DLTs para garantir eficiência, privacidade e escalabilidade.

“Não existe como dissociar a tokenização de DLTs”, afirmou, lembrando que a tecnologia blockchain segue como base para os experimentos.

Araújo explicou que a decisão de não usar blockchain em uma fase específica do piloto foi motivada por questões de escala e privacidade. Como havia uma demanda da diretoria do BC para entregar resultados no curto prazo, concluiu-se que seria mais seguro avançar sem essa camada tecnológica, evitando riscos de fragmentação ou vulnerabilidades.

Ainda assim, ele reforçou que o Drex continua sendo um projeto estratégico para o Banco Central e que a integração da blockchain deve seguir em fases futuras, alinhada às necessidades da economia digital brasileira.

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