Os brasileiros não estão intimidados com o bear market e, mesmo com a baixa no ativo, o iinvestidores nacionais negociaram mais de 36.591,81 Bitcoins no mês de setembro, segundo dados do Cointrademonitor. O valor é equivalente a mais de R$ 3.793 Bilhões.

Segundo dados do portal, que agrega as movimentações de Bitcoin de mais de 30 empresas no Brasil, há mais de 1 ano, a exchange com maior volume tem sido a Binance, que, neste último mês, negociou 16.255,14 Bitcoins.

Ainda segundo o portal, a Binance foi responsável por 44,43% das negociações de Bitcoins no Brasil durante o mês de setembro. A NovaDAX teve a segunda maior participação, sendo responsável por 16,54% das negociações de Bitcoin neste último mês.

"Em comparação com o mês de Agosto (31.489,38 Bitcoin), o volume negociado de Bitcoins em Setembro avançou 16,2%. Da mesma forma, o volume de moeda fiduciária (R$) necessária para realizar a movimentação dessa quantidade de Bitcoins variou positivamente em 4,21%. Em comparação com Setembro do ano anterior, o volume movimentado de BTC avançou 29,59%,  apesar disso, o volume de Reais necessários para movimentar a quantidade de Bitcoins em Setembro de 2022 foi 44,97% menor do que Setembro de 2021", afirma o relatório.

Bitcoin como porto seguro

Segundo Estefano Debernardi, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da CoinsPaid para Latam, o interesse dos brasileiros por Bitcoin pode ser um reflexo da crise econômica mundial. Segundo ele, no curto prazo, o mercado de criptomoedas seguirá o movimento das ações. Porém, à medida que a indústria evolui e novos usos aparecem, ela tem a chance de se tornar um player independente.


"Esse movimento foi observado pelo volume de transações de criptomoedas nos últimos anos. A CoinsPaid, empresa responsável pelo processamento de aproximadamente 8% das transações on-chain de Bitcoin no mundo, registrou um aumento no volume de transações desses ativos no primeiro semestre deste ano próximo a 10 milhões, volume 34,5% superior ao segundo semestre de 2021", disse.

Segundo ele, muitos encontraram nas criptomoedas uma medida de proteção contra a inflação durante a pandemia, época em que as bolsas de valores despencaram enquanto o Bitcoin, por exemplo, atingiu seu recorde histórico, levando cada vez mais pessoas a procurar por ativos.

Ele afirma que mesmo durante o “inverno cripto”, com a queda repentina no valor das criptomoedas, a Coinspaid se surpreende ao se dissociar da desvalorização das criptomoedas e do fraco desempenho do mercado de ações. Isso significa, segundo ele, que o interesse por criptomoedas continua crescendo e está se tornando parte do dia a dia de mais pessoas e mudando sua relação com o dinheiro e se tornando um novo porto seguro.

"Apesar da volatilidade que os principais criptoativos apresentam em cenários de crise e com queda nos mercados financeiros, a valorização das criptomoedas mostra-se maior do que as ações ou em relação ao desempenho de moedas fiduciárias como o euro, moeda que sofreu uma forte desvalorização em relação a outras moedas", finaliza.

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