Startup brasileira usa tecnologia blockchain para promover reciclagem de lixo no interior de São Paulo

A cidade de Santa Cruz da Esperança, na região metropolitana de Ribeirão Preto - um dos menores municípios do Brasil com 2.124 habitantes segundo o IBGE - está recebendo suporte de uma startup para implementar o uso tecnologia blockchain no programa de reciclagem de resíduos do município.

A exchange FlowBTC, a startup de soluções de cidades inteligentes Ti2Ci e a consultora de gestão da inovação LF1 criaram uma joint venture chamada Ecochain, que faz uso da tecnologia blockchain para o programa de coleta seletiva da prefeitura municipal, que faz coleta de material reciclável, em troca de um cupom chamado Moeda Verde, que é aceito pelo comércio local.

Através da Ecochain, os voluntários da coleta são cadastrados e ganham acesso a uma carteira digital para o recebimento dos créditos. 

Se o usuário não possuir um smartphone, ele recebe um QR Code impresso e pode usá-lo para trocas no comércio - que aceita o pagamento para produtos da cesta básica e material escolar.

Um dos sócios da iniciativa, Marcelo Miranda, foi ouvido pelo portal dedicado à inovação tecnológica Projeto Draft, que souberam do programa da prefeitura municipal e acharam que “seria um case interessante para um piloto, caso a gente conseguisse trocar, para a tecnologia blockchain, algo que era feito com um pedaço de papel”.

Marcelo é fundador da FlowBTC e sócio do diretor da Ti2Ci, Ronan Cunali, e do fundador da LF1, Antônio Limongi, na startup Ecochain. 

Segundo a matéria, na iniciativa as informações são armazenadas na blockchain Ethereum, que registra operações em uma planilha pública e inalterável. Como explica Marcelo Miranda:

“A gente funciona como um livro aberto, para que qualquer um possa ver o que está acontecendo, cem por cento transparente.”

A startup também já trabalha na implementação do projeto em outros municípios, e deve a partir deste semestre entrar efetivamente em operação. 

A empresa prevê uma receita de R$ 4 milhões para o próximo ano, com base em porcentagens pagas por resíduos coletados e serviços de organização de coleta em municípios e condomínios fechados.

Segundo o fundador da FlowBTC, a aplicação da plataforma para outras prefeituras, depois dos testes feitos em Santa Cruz da Esperança, é muito mais econômico e rápido a partir de agora. 

“Como já está tudo pronto nessa primeira cidade, colocar em outras é muito rápido, menos de três meses. Depois de fazer um estudo das características e problemas de cada lugar, a instalação e treinamento são bem rápidos”, completou.