Resumo da notícia
VKX Wallet permite transferir USDT e USDC sem saldo em BNB.
Sistema usa meta-transações com relayer que paga o gás.
Carteira mantém autocustódia e inclui proteção pós-quântica no app.
A startup brasileira VKX Technologies anunciou o lançamento de uma carteira digital que busca eliminar uma das principais barreiras de uso das criptomoedas no varejo: o pagamento de taxas de rede pelo usuário.
A empresa lançou a VKX Wallet, uma carteira não custodial com sistema “gasless” na rede BNB Smart Chain (BSC), permitindo movimentações de stablecoins sem a necessidade de manter saldo em BNB para pagar taxas de transação.
O projeto foi desenvolvido por Felipe Cardoso, profissional com histórico na criação de diversas carteiras cripto e responsável pela arquitetura do sistema desde sua concepção. Segundo a empresa, a proposta é aproximar a experiência de uso das criptomoedas à de aplicativos financeiros tradicionais, como o Pix, reduzindo a complexidade técnica para usuários comuns.
Cardoso explicou ao Cointelegraph Brasil, que na maioria das carteiras disponíveis no mercado, usuários que desejam transferir stablecoins como USDT ou USDC na BNB Smart Chain precisam manter saldo em BNB para cobrir as taxas de rede.
“A VKX Wallet adota um modelo diferente no qual a execução das transações é realizada por um sistema intermediário que paga o custo do gás, permitindo ao usuário operar sem possuir o token da rede.
De acordo com a VKX Technologies, o processo funciona por meio de uma estrutura de meta-transações. O usuário cria a operação no aplicativo, autoriza a transação com biometria ou PIN e assina digitalmente a operação no próprio dispositivo. Em seguida, um componente chamado “relayer” recebe a autorização assinada e executa o envio na blockchain, arcando com o custo da taxa.
Segundo Cardoso, a solução busca reduzir a fricção operacional que ainda limita a adoção das criptomoedas.
“A exigência de manter tokens apenas para pagar taxas sempre foi um obstáculo para o usuário comum. Criamos a arquitetura da VKX Wallet do zero para remover essa barreira sem comprometer a segurança ou a autonomia do usuário”, afirmou o desenvolvedor.
A empresa também afirma que o modelo permite custos totais mais competitivos em relação a carteiras tradicionais, que normalmente repassam taxas de rede e encargos adicionais aos usuários.
Arquitetura prioriza segurança
A VKX Wallet opera em modelo não custodial, no qual o usuário mantém controle total sobre suas chaves privadas. Segundo a empresa, as informações sensíveis nunca deixam o dispositivo, e o relayer não possui acesso a dados de autenticação ou à seed da carteira.
O sistema inclui mecanismos técnicos como verificação de assinatura, proteção contra reutilização de transações (anti-replay), validação de integridade das operações e regras de execução restritas a contratos autorizados. A infraestrutura também incorpora limites operacionais, monitoramento de atividades suspeitas e segregação de chaves para reduzir riscos de comprometimento.
Outro diferencial apontado pela empresa é a implementação de uma camada de proteção pós-quântica no aplicativo, destinada a reforçar a segurança local do usuário. A tecnologia funciona como um mecanismo adicional de defesa no ambiente do app, sem alterar os padrões criptográficos da blockchain.
Cardoso destaca que a proposta central do projeto é equilibrar simplicidade e proteção.
“Nosso objetivo foi criar uma experiência próxima de um aplicativo financeiro comum, mas mantendo os princípios fundamentais da Web3, como autocustódia e transparência das operações”, disse.
A VKX Technologies afirma que o lançamento da carteira faz parte de uma estratégia mais ampla de construção de infraestrutura Web3. A empresa planeja integrar a solução a um ecossistema que inclui camada de protocolo própria e um token de utilidade, com foco em aplicações voltadas à experiência mobile e à redução de barreiras técnicas.
