O medo do impacto do coronavírus voltou a derrubar as bolsas de todo o mundo nesta quinta-feira, 5 de março. Apesar disso, o Bitcoin opera em forte alta, impulsionado também no Brasil pela disparada do dólar, já superando os R$ 42.000 nas exchanges do país.

Apesar dos cortes de juros de diversos bancos centrais e da ajuda de US$ 50 bilhões do Fundo Monetário Internacional aos países que sofrem com a epidemia, os mercados não têm reagido bem ao impacto da doença.

As bolsas da Europa e dos Estados Unidos seguem operando em queda considerável. Nos EUA, o Dow Jones opera em queda de 1,96%, enquanto S&P 500 tem baixa de 1,9% e o Nasdaq 1,8%. Na Europa, o Stoxx 600 também opera em queda de 1,38%. Na China, o índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas de Xangai e Shenzen, opera em alta de 2,23%.

No Brasil, o Ibovespa abriu o pregão em queda de 1,6%, enquanto o dólar seque anotando recordes, chegando agora a R$ 4,60, novo maior valor histórico da moeda. O dólar turismo já bateu os R$ 4,80.

O impacto das bolsas contrasta com o desempenho do Bitcoin nas últimas 24 horas. Como noticiou o Cointelegraph, a maior criptomoeda voltou aos US$ 9.000 e agora já avança para os R$ 9.100, em alta de 3,5%.

Gráfico BTC BRL nas últimas 24 horas. Fonte: Cointelegraph Markets.

Nas exchanges do Brasil, o Bitcoin é negociado ao redor de R$ 42.250, alta superior a 5%. Até o momento, o volume negociado no país e de 375 BTCs.