O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destacou as ações baseadas em blockchain desenvolvidas pela instituição em seu relatório anual de 2019, publicado em 18 de março. O relatório também destaca aspectos macroeconômicos e expectativas para a economia do país em 2020 (o relatório foi produzido antes do impacto do Coronavírus).

No relatório o BNDES destaca a iniciação da primeira turma do módulo de criação do programa de desenvolvimento de startups BNDES Garagem. Com duração de 19 semanas, o módulo oferece mentoria e metodologia na validação de produtos, no desenvolvimento de MVPs e no lançamento no mercado de empresas, ainda em estado embrionário, dos setores de saúde e bem-estar, sustentabilidade, internet das coisas (IoT), economia criativa, educação, soluções financeiras, blockchain e segurança.

"Entre as soluções apresentadas estão novas propostas de reciclagem de resíduos, canal de fornecimento de orgânicos diretos dos produtores para restaurantes e implante de chips para redução de dores nas articulações das pessoas", destaca a instituição.

A tecnologia blockchain também é destaque no âmbito dos treinamentos internos customizados, que, segundo o BNDES foram no total 89 turmas presenciais em 49 cursos diferentes.

"Destaca-se o aprofundamento da oferta de novas capacitações, principalmente as ligadas ao impacto de novas tecnologias e Data Science no ambiente de negócios, tais como: Banking, Blockchain e suas aplicações, Direito Digital, Microstrategy, Python Básico, Storytelling com Dados e o Workshop Data Science para Executivos".

O banco também destacou as diversas parcerias que possui com instituições externas, como o kFW na construção de soluções baseadas em blockchain.

Como vem noticiando o Cointelegraph, o BNDES participará de um grupo mundial para o desenvolvimento da tecnologia Blockchain entre diversas nações do mundo. O Conselho Consultivo de Políticas para Especialistas em Blockchain (BEPAB) é uma iniciativa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O representante do Brasil e do BNDES será Vanessa da Rocha Santos Almeida, que já teve sua participação confirmada em publicação feita em 22 de janeiro no Diário Oficial da União. Além de Almeida a OCDE reuniu no Conselho representantes da Associação Libra do Facebook, e de nações com EUA, Grécia, Espanha e de empresas como Accenture, entre outras.

O objetivo do conselho, segundo a OCDE, é fornecer consultoria sobre blockchain e outras tecnologias de contabilidade distribuída; "isso incluirá o desenvolvimento de princípios de política de blockchain de alto nível"..