Adoção de blockchain por seguradoras no Brasil deve impactar inadimplência, segundo especialistas

 

A adoção da tecnologia blockchain pelas grandes seguradoras no Brasil deverá impactar na inadimplência, segundo uma série de empresários e especialistas ouvidos pelo portal Valor Econômico nesta sexta-feira, 29 de março.

Segundo a matéria, a blockchain permitiria o “aumento da transparência entre o segurador e o segurado, reduziria a burocracia e o tempo necessário entre o sinistro e o pagamento do prêmio”.

A matéria cita o CEO da plataforma digital de proteção e seguros em blockchain 88i, Rodrigo Ventura, que diz que o “blockchain está para a indústria seguradora assim como o streaming de dados está para a indústria de música”.

O texto também aborda algumas das seguradoras que já adotaram blockchain no armazenamento e processamento de dados, como a Seguros Sura, que utiliza a rede Ethereum em aplicações descentralizadas. A empresa teria adotado a tecnologia para gravação e envio de apólices, endossos e boletos de contratos inteligentes.

Segundo o vice-presidente da empresa, Eduardo Guedes, a blockchain garante a segurança e rastreabilidade dos dados tanto para a Sura quanto para seus clientes, aumentando a transparência e eficiência dos procedimentos.

“Mostramos que os processos ficariam mais eficientes em todas as etapas e resultariam em ganhos reais de ponta a ponta”, disse ele ao Valor, ressaltando ainda que a adoção da tecnologia reduziu em mais de 20% a inadimplência em toda a linha de produtos da Sura.

Já o CEO da 88i também aposta na adoção das criptomoedas para micropagamentos envolvendo a indústria de seguridade. A 88i, que opera nas redes blockchain NEM e RSK, iniciou suas operações em 2018 com seguridade de telefones móveis, acidentes pessoais, despesas médicas e hospitalares.

“A tendência será o uso de criptomoedas para o pagamento imediato de incidentes mais simples, como atrasos de vôo ou quebra do vidro de um celular”.

Outros executivos ouvidos na matéria, Curt Zimmerman, Diretor de TI do Bradesco Seguros, e Pedro Birindelli, da Cosin Consulting, ressaltaram a redução de custos e aumento da eficiência a partir da adoção da tecnologia. Birindelli ainda disse que a blockchain inaugura um “novo modelo de negócios” para o setor.