Startups blockchain 'irmãs' dão golpe de US$ 8 milhões

As startups blockchain RepuX e JoyToken promoveram uma oferta inicial de moeda (ICO) fraudulenta, de acordo com uma revelação do The Next Web (TNW) desta quinta-feira, 16 de maio.

A RepuX e a JoyToken promoveram sua ICO durante os meses de março e abril de 2018, arrecadando US$ 4,7 milhões e US$ 3,3 milhões, respectivamente. No que diz respeito aos planos declarados das startups, o TNW informa:

"A RepuX alegou que estava tentando construir o que chamou de um mercado de dados" movido a blockchain", enquanto a JoyToken estava tentando criar uma plataforma de apostas descentralizada, alimentada por seu próprio símbolo JOY.”

Os escritórios no Reino Unido das organizações fecharam no início desta semana. Além disso, os sites e os canais do Telegram associados às startups foram desativados e nenhuma das contas do Twitter tem publicações desde o ano passado.

O CEO da JoyToken, Andrew MacDonald, já havia chamado a RepuX de “empresa irmã” em um post no Twitter no início de 2018. Os projetos também compartilharam dois dos mesmos consultores, Lee Murphy e Mateusz Mach, de acordo com o banco de dados da ICObench.

As duas organizações também garantiram inicialmente a gestão de uma comunidade no site de soluções de marketing focado em criptomoedas, o AmaZix, mas foram cortadas da plataforma quando se recusaram a pagar aos seus promotores o montante acordado. Em um anúncio do fórum sobre o relacionamento interrompido, a AmaZix disse:

“As equipes das ICOs afirmaram que, devido aos resultados mais baixos do que o esperado em suas vendas de tokens, não estão mais dispostos a pagar a quantia originalmente alocada como recompensa aos participantes.”

Uma reportagem anterior do Cointelegraph mostrou dados de um estudo realizado em 2018 pela firma de consultoria Statis Group, indicando que mais de 80% das  ICOs de 2017 foram fraudes. Os maiores golpes identificados foram o Pincoin (US$ 660 milhões), o Arisebank (US$ 600 milhões) e o Savedroid (US$ 50 milhões).

No entanto, os golpes representaram apenas 11% dos recursos investidos (US$ 1,34 bilhão de US $11,9 bilhões) nas ICOs no mesmo período. 

Em notícia mais recente, a gigante das redes sociais, Facebook, afrouxou sua rígida política de anúncios relacionados à blockchain e criptomoedas, medida implementada parcialmente em uma tentativa de proteger os usuários contra golpes de ICOs. De acordo com sua intenção original (apesar das mudanças recentes), os anúncios de ICOs continuam proibidos.