‘Blockchain é empoderamento’, diz CEO de startup de blockchain parceira do Grupo Votorantim

A startup brasileira de blockchain Genecoin criou uma plataforma baseada em blockchain para mapear cadeias de suprimento de insumos com origem na biodiversidade e tem como principal cliente a multinacional brasileira Votorantim S/A. 

A CEO e cofundadora da startup, Bárbara Schorchit, foi palestrante do Fórum Blockmaster, que acontece nesta semana no espaço de eventos Transamérica, em São Paulo, e falou com o Cointelegraph Brasil sobre a iniciativa, classificando a tecnologia blockchain de ferramenta de “empoderamento”:

“Eu sempre penso em blockchain e penso mais em empoderamento. Ela traz a transparência de saber o que está acontecendo e como aquilo está sendo utilizado. Quase todas as plataformas, hoje, são ‘black-boxes’ em que a gente não sabe o que está acontecendo, então estamos caminhando pra esse mundo de transparência, em que as pessoas querem saber a origem do que estão consumindo, a história daquele produto, o caminho que ele fez, e isso traz mais consciência às pessoas.”

Segundo a CEO da Genecoin, a blockchain ajuda o Votorantim no rastreamento e registro de espécies da Mata Atlântica, com objetivo de contribuir com a empresa no cumprimento das regras de conformidade para a exploração da biodiversidade:

“A tecnologia blockchain traz transparência pra todos esses dados da pesquisa e desenvolvimento de produtos a partir da biodiversidade, e na confiança de que eles não serão modificados ou perdidos ao longo da cadeia produtiva. [...] O registro de todas as etapas acontecem para que a última empresa possa resgatar e acompanhar a cadeia como um todo e tenha confiança na informação final para fazer o compliance.”

Segundo ela, pela lei brasileira, 1% da receita final dos produtos deve ser destinada à preservação da biodiversidade da região da mata atlântica explorada. 

Finalmente, ela esclarece que, apesar do nome, a Genecoin não é uma criptomoeda:

“Não existe uma moeda, essa pergunta é muito comum. Nos nossos primeiros testes, explorando a tecnologia blockchain, a gente criou uma moeda pra gente e tentou aplicar no nosso ecossistema, batizamos de Genecoin. Depois o projeto evoluiu, mas não com a cripto, mas a gente acabou carregando esse nome com a gente.”

Além do Grupo Votorantim S/A, a Genecoin também negocia para ampliar seus serviços em parceria com a empresa Assessa, que trabalha com ingredientes a partir de bioativos, com promessa de ambas rodarem um piloto em cadeias produtivas ainda neste ano.