O fundo negociado em bolsa (ETF) Bitcoin da BlackRock atingiu US$ 2 bilhões em ativos sob gestão (AUM) em 26 de janeiro, apenas duas semanas após sua estreia na Nasdaq.
De acordo com dados divulgados pelo analista da Bloomberg James Seyffart, a performance do preço do Bitcoin (BTC) durante a sexta-feira, 26 de janeiro, elevou a capitalização de mercado do fundo para US$ 2,11 bilhões. O preço da criptomoeda ultrapassou US$ 42.000 pela primeira vez em quase sete dias, depois de uma liquidação após o lançamento dos ETFs em 11 de janeiro.
"Ativos sob gestão" é um termo usado para descrever a capitalização total de mercado de todos os ativos financeiros mantidos por um fundo em nome de seus clientes. Isso significa que o iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock está liderando a corrida pelo capital dos investidores, logo à frente do Wise Origin Bitcoin Fund (FBTC) da Fidelity, que soma US$ 1,8 bilhão em ativos sob gestão.
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A BlackRock está aproveitando sua reputação no mercado como a maior gestora de ativos do mundo para atrair um público mais amplo para seu produto de investimento baseado em Bitcoin.
Ao contrário de gestoras de ativos como a VanEck, que têm como alvo os usuários pioneiros do Bitcoin e a comunidade de criptomoedas com anúncios de seus ETFs de Bitcoin na televisão, a BlackRock optou por se comunicar com os baby boomers com um vídeo de dois minutos apresentando um de seus executivos descrevendo a proposta de valor do Bitcoin e como os investidores podem se expor ao ativo através do seu novo ETF.
As taxas anuais cobradas pelas gestoras também podem estar contribuindo para a atração de capital. A BlackRock fixou sua taxa para o ETF iShares em 0,12% nos primeiros 12 meses ou até os primeiros US$ 5 bilhões em ativos sob gestão, e depois planeja aumentá-la para 0,25%.
Vários outras gestoras também oferecem taxas competitivas, com a ARK Invest cobrando 0,21%, a VanEck cobrando uma taxa de 0,25% e a Bitwise cobrando 0,20%. As taxas dos ETFs não são cobradas diretamente dos investidores, mas sim deduzidas do desempenho do ETF, o que reduz o retorno dos investidores.
Seyffart prevê que os ETFs de Bitcoin atrairão US$ 10 bilhões em capital no primeiro ano após o lançamento.
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