Bitcoin terá inflação menor que ouro em 2021, mostra estudo

A empresa Crypto Research Report divulgou um novo estudo, que fez uma comparação entre criptomoedas estáveis e o ouro, prevendo que o Bitcoin pode apresentar um inflação até menor que o metal precioso em 2021.

A Crypto Research Report ainda identificou nas stablecoins as mais recentes concorrentes do ouro:

“Todas as stablecoins lastreadas em ouro do mercado são centralizadas, o que significa que elas têm risco de contraparte. Ao contrário de armazenar seu próprio ouro físico, é necessário confiar na empresa para armazenar seu ouro. ”

Embora o setor financeiro continue apontando as diferenças entre o ouro e o Bitcoin, as criptomoedas lastreadas no metal precioso prometem diminuir essa distância.

O gráfico mostrado pela empresa faz uma comparação entre a oferta de ouro e o Bitcoin, ambos minerados de maneiras bem distintas. O relatório destacou que, embora a mineração de Bitcoin hoje determine o preço do ativo, a mineração de ouro não é o principal fator para o preço do ouro.

Além disso, segundo a Crypto Research Report, o uso de ouro na fabricação de itens eletrônicos resultou em praticamente 12% de perdas na atual produção mundial de ouro.

O relatório também relacionou a baixa do ouro para a indústria com a perda anual de moedas do Bitcoin que não podem ser transacionadas devido a perda de chaves privadas e erros de transferências.

Com base nos números mencionados e nas trajetórias de oferta de Bitcoin e ouro, o Crypto Research Report estima que o Bitcoin deverá ter uma taxa de inflação mais baixa que o metal precioso até 2021.

Em maio do ano que vem, o Bitcoin verá as recompensas por bloco que os mineradores recebem cair pela metade - o evento é chamado de halving. Isso fará com que a quantidade de novos BTCs entrando no mercado diariamente caia pela metade, suprimindo a oferta do ativo digital.