Para o ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador José Renato Nalini, o Bitcoin deve se tornar um meio de pagamento amplamente aceito e possivelmente colaborar com a 'extinção' do dinheiro físico.
Ainda segundo Nalini, as novas tecnologias, como blockchain e inteligência artificial serão cada vez mais integradas no cotidiano das pessoas e vão redefinir os papéis sociais em um futuro não tão distante.
"Ele sabe que o mundo em que ele for adulto precisará de alguém expert em inteligência artificial, machine learning, internet das coisas, especialista em big data, blockchain e realidade aumentada. Talvez não haja mais papel moeda, nem cartão de crédito, pois o bitcoin terá uso corrente", destacou.
Nalini expressou sua opinião sobre tecnologia em um recente artigo publicado no jornal Estadão e no qual debate qual será o caminho do Brasil em um cenário pós-pandemia.
Educação
Desta forma, para o desembargador o principal norte que o país precisa tomar após a pandemia é 'acertar' os trilhos da educação.
"Todas as questões de interesse do porvir residem na educação de qualidade. Algo que se procura, mas dificilmente se alcança. Porque o ensino permanece estagnado, numa concepção do que seja aprender."
Dentre os pontos abordados por Nalini o desembargador destaca que as escolas nacionais precisam inserir a disciplina de programação em sua grade curricular.
Segundo ele cada vez mais o mundo precisará de designer de gamificação, de arquitetos digitais, de avatar manager, de designer com experiência em realidade virtual, especialista em design 3D, especialista em data hostage, designer computer personality, programador pessoal, officer watch neighborhood, condutor remoto de drone, drone dispatcher, energy storage, body part engineer, além de outras profissões.
Para Nalini, todo aluno desta geração é nativo digital e, portanto, focar na educação voltada, entre outros, para as habilidades digitais é essencial para o país.
"Será que o Brasil está pensando seriamente nisso e já adotou as estratégias necessárias para recuperar seu lugar no concerto das Nações desenvolvidas?", finaliza.
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