Bitcoin vs. Ouro: Repressões poderiam pender a balança em favor do metal

O veterano "gold bug", Gerald Celente, disse que o Bitcoin e as criptomoedas "têm um longo futuro", apesar de "não possuir nenhuma delas".

Falando à rede de TV americana Kitco News, o analista de tendências Celente criticou os comentários feitos pelo CEO da JPMorgan, Jamie Dimon, sobre o fato de o Bitcoin ser uma “fraude".

Ele também concordou que o Bitcoin estava "roubando o fogo do ouro", principalmente pela facilidade de acesso para investidores de países como China e Índia. A longo prazo, no entanto, os riscos regulatórios significavam que o ouro continuaria sendo uma fuga do governo.

"Enquanto o Bitcoin e as criptomoedas terão um lugar no futuro, [...] o ouro ainda é tangível que nada substitui neste momento", afirmou.

Ouro e Bitcoin tiveram um relacionamento pungente este ano, já que o Bitcoin superou o preço de uma onça do metal precioso pela primeira vez.

A demanda de ouro está aumentando enquanto isso, levando a previsões de US$ 1.400 por onça até 2018. O mundo pode nunca mais produzir tanto por ano, o presidente do Conselho Mundial de Ouro Randall Oliphant disse nesta semana.

Celente ficou ainda mais otimista, dizendo que poderia "disparar" para US$ 2.000, uma vez que os preços ultrapassem US$ 1.400. Isso usurparia títulos de ouro de todos os tempos publicados em 2011, quando atingiu US$ 1.920.

Para o Bitcoin enquanto isso, o problema principal do futuro era o setor bancário.

"Os bancos vão continuar a conversar, porque tornam os bancos obsoletos e os bancos ficam obsoletos", continuou ele.

"Você ouve as palavras de Jamie Dimon e ele se vangloria de que são bancos centrais que dão às moedas fiduciárias seu padrão... que tipo de moeda é essa?"