Cointelegraph
Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Bitcoin sobe 5% e dispara acima de US$ 95 mil após dados do CPI nos EUA

Alta de 5% impulsiona o BTC após dados de inflação dos EUA trazerem alívio ao mercado.

Bitcoin sobe 5% e dispara acima de US$ 95 mil após dados do CPI nos EUA
Análise

Resumo da notícia

  • Bitcoin rompe US$ 95.500 após CPI estável nos EUA

  • Alta de 5% altera estrutura de curto prazo e anima o mercado

  • Criptoativos acompanham movimento, enquanto índices dos EUA recuam

O Bitcoin chegou na noite desta terça-feira com força renovada e rompeu a marca de US$ 95.500, em um movimento que reacendeu o apetite por risco no mercado global. A alta de aproximadamente 5% veio logo após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que trouxe alívio para investidores ao indicar estabilidade inflacionária e reforçar a expectativa de que o Federal Reserve manterá sua postura atual de política monetária.

Criptomoedas, Negócios, Preço do Bitcoin, Adoção

A divulgação do CPI mostrou inflação anual de 2,7%, em linha com o esperado, e núcleo inflacionário de 0,2% no mês, abaixo das previsões. Esses dados reduziram o temor de um aperto monetário adicional, permitindo que o Bitcoin recuperasse terreno rapidamente.

Em poucas horas, o ativo retomou um patamar que havia funcionado como teto técnico por meses. A movimentação ocorreu após um início de semana volátil, no qual o BTC havia testado a região dos US$ 90 mil, mas encontrou força compradora logo depois. O CPI, portanto, funcionou como catalisador para destravar uma faixa de preço que vinha limitada por incertezas macroeconômicas.

O avanço acima de US$ 95 mil também alterou o comportamento de curto prazo. O nível funcionou repetidamente como resistência em rallys anteriores e agora passa a atuar como possível suporte, caso o mercado confirme o rompimento.

No gráfico diário, o movimento ocorreu com uma vela de alta decisiva e acompanhada por volume crescente, indicando que a movimentação não foi um pico isolado, mas sim resultado de participação consistente. Analistas destacam que não houve sinais de fluxo desordenado nas exchanges, o que indica absorção natural do movimento e liquidez saudável durante o rompimento”, afirma o analista e fundador da Outset PR, Mike Ermolaev.

Altcoins também sobem

A alta também reflete uma leitura renovada sobre riscos políticos. Nos últimos dias, os mercados reagiram de forma instável após notícias relacionadas ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que chegou a ser citado em uma investigação do Departamento de Justiça.

O episódio desencadeou volatilidade no fim de semana, com o Bitcoin superando brevemente os US$ 92 mil antes de devolver parte dos ganhos. Contudo, a recuperação desta terça-feira sugere que o mercado voltou a enxergar o BTC como proteção diante de incertezas institucionais, e não como um ativo vulnerável a elas.

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O impacto da alta se espalhou rapidamente para o restante do mercado cripto. O Ethereum avançou em direção aos US$ 3.200, mantendo-se acima do nível psicológico dos US$ 3.000 mesmo sob intensa distribuição de varejo. A Solana subiu até a região de US$ 143, enquanto o XRP se aproximou de US$ 2,10. Esse movimento conjunto sugere que o apetite por risco não ficou restrito ao Bitcoin, funcionando como indicação de estabilização mais ampla do mercado após vários dias de volatilidade crescente.

Entre os destaques de performance, o Story Protocol registrou valorização de quase 48%, enquanto o Monero disparou cerca de 15% e atingiu US$ 700, renovando sua máxima histórica. O XMR, aliás, acumula mais de 50% de alta na semana, reforçando como a mudança de sentimento pode atrair capital rapidamente para nichos de mercado com fundamentos específicos. Já no campo dos derivativos, a alta do Bitcoin resultou em cerca de US$ 176 milhões em liquidações, sendo mais de US$ 100 milhões provenientes de posições vendidas, segundo dados do Coinglass.

Apesar do entusiasmo no mercado cripto, os principais índices acionários dos Estados Unidos não acompanharam o movimento. O S&P 500 e o Nasdaq recuaram 0,2% e 0,3%, respectivamente, após o relatório de inflação.