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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Preço do Bitcoin hoje, 22/01/2026: BTC tenta reação para US$ 90 mil, mas esbarra no efeito Trump

Alívio nos mercados globais dá suporte ao Bitcoin, enquanto Dr. Arnout Ter Schure vê falso rompimento e risco técnico no curto prazo.

Preço do Bitcoin hoje, 22/01/2026: BTC tenta reação para US$ 90 mil, mas esbarra no efeito Trump
Análise

Resumo da notícia

  • BTC reage ao clima macro, mas dólar forte limita ganhos

  • Analista vê falso rompimento e alerta para possível correção

  • Suportes entre US$ 70 mil e US$ 73 mil entram no radar

12h

Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, após o início da queda no último domingo (18), o preço do Bitcoin deu continuidade ao movimento de baixa e atingiu a mínima de US$ 87.263 ontem (22).

Ao analisar o fluxo, é possível observar que, no curto prazo, o preço da principal criptomoeda do mercado continua com a força vendedora predominante. Este movimento sugere que o ativo poderá buscar os suportes dos US$ 82.150 e US$ 79.000.

Contudo, caso entre força compradora e reverta o movimento, haverá resistência nas regiões de liquidez dos US$ 92.680 e US$ 95.000.

10h

Guilherme Prado, country manager da Bitget

O Bitcoin segue operando de lado nas últimas 24 horas, refletindo um equilíbrio delicado entre fatores de alívio pontual e pressões ainda relevantes no cenário macro e institucional.

O mercado reagiu com certo alívio à declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que não pretende atacar a Groenlândia, reduzindo temporariamente o risco geopolítico. Por outro lado, o tom crítico de Trump em relação a Jerome Powell voltou a pesar sobre os ativos de risco, limitando movimentos mais consistentes de alta do BTC.

No campo institucional, os ETFs spot de Bitcoin continuam sob forte pressão vendedora, com saídas de US$ 709 milhões apenas na quarta-feira. Apesar de o fluxo líquido acumulado ainda permanecer positivo, em US$ 56,63 bilhões, e os ativos sob gestão somarem US$ 116,48 bilhões, as retiradas já alcançam US$ 1,19 bilhão nesta semana. A manutenção desse movimento tende a aumentar a pressão vendedora e deteriorar o sentimento do mercado.

Do ponto de vista técnico, o RSI diário avançou para 45, indicando perda de força do momentum baixista. Um avanço acima da linha central do indicador poderia sinalizar uma transição mais clara para um viés altista, especialmente se o Bitcoin conseguir se manter acima da região de US$ 90.000.

9h30

Marco Aurélio Camargo, CIO da Vault Capital

No dia anterior ficou bem claro o papel dos dealers na defesa da região dos US$ 88 mil. Assim que o preço rompeu esse nível, a resposta compradora apareceu rápido, mostrando que essa faixa deixou de ser apenas um ponto técnico no gráfico e passou a funcionar como suporte estrutural, também reforçado pelo mercado de derivativos.

Esse movimento não veio do nada. As sinalizações mais construtivas envolvendo negociações com a União Europeia e, logo depois, a fala de Trump sobre uma reunião considerada positiva com o secretário-geral da OTAN ajudaram a reduzir o estresse no mercado. Com menos incerteza no ar, o Bitcoin conseguiu sustentar o rompimento e ganhar algum fôlego.

Hoje o foco está totalmente no PCE, que é o indicador de inflação mais acompanhado pelo Fed. Se vier em linha com o CPI, a leitura tende a ser positiva para ativos de risco. Mesmo assim, o dia deve ser mais agitado. Além dos dados, seguimos próximos de eventos técnicos importantes.

No dia 23, cerca de 18% do gamma será liberado. Isso costuma deixar o preço mais solto, mais reativo ao fluxo, mas ainda não significa um mercado totalmente destravado. As travas diminuem, mas não desaparecem.

Quem realmente vendeu nessa correção

Olhando os dados da Glassnode, fica claro que a pressão vendedora recente não veio dos investidores mais antigos, mas sim de quem entrou no mercado há menos tempo.

O gráfico de distribuição do custo base dos LTHs mostra que as maiores perdas realizadas vieram principalmente de investidores com 3 a 6 meses de posição, seguidos pelo grupo de 6 a 12 meses. Esse pessoal comprou mais alto, em muitos casos acima dos US$ 110 mil, e aproveitou a recuperação até perto dos US$ 98 mil para aliviar risco.

É um comportamento bem típico de quem ficou preso no topo e, quando vê o preço voltar perto do zero a zero, prefere sair. Isso ajuda a explicar por que o mercado encontrou dificuldade para avançar nessa região, mesmo com notícias um pouco melhores.

Apesar disso, o mercado à vista começa a mostrar sinais mais saudáveis.

Tanto a Binance quanto o fluxo agregado das exchanges voltaram a indicar absorção de oferta nas quedas, em vez de distribuição. A Coinbase, que vinha sendo um ponto forte de venda, também mostrou uma desaceleração clara nesse movimento.

Isso não quer dizer que estamos em uma fase de euforia ou de compra agressiva. O que vemos é um mercado mais equilibrado, com menos pressão de venda do que antes e compradores aparecendo nos níveis mais baixos.

7h10

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 22/01/2026, está cotado em R$ 479.481,64. Após um dia de turbulência o preço do BTC ensaia uma recuperação e uma volta para US$ 90 mil, embora o cenário macroeconômico não seja favorável já que as tensões entre EUA e Europa sobre a Groenlândia ainda persistem.

Bitcoin análise macroeconômica

André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados globais responderam positivamente depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suavizou temores sobre tarifas e rejeitou o uso de força na disputa relacionada à Groenlândia, acalmando investidores e impulsionando ações na Ásia e nos EUA.

Desse modo, o índice S&P 500 subiu mais de 1%, enquanto bolsas na Austrália, Japão e Coreia também registraram ganhos. O dólar se fortaleceu e o ouro e a prata recuaram após atingir recordes. Títulos dos EUA recuperaram terreno e o clima de risco melhorou, reduzindo a aversão que havia predominado nos mercados recentemente.

Já o Bitcoin, cotado em aproximadamente US$ 89.900, tem uma expectativa de curto prazo neutra a levemente positiva. O alívio dos temores geopolíticos e a retomada de fluxo para mercados de risco podem estender apoio técnico ao BTC, visto que o sentimento risk‑on impulsiona tanto ações quanto criptoativos em momentos de liquidez e confiança renovadas. Entretanto, o fortalecimento do dólar e a retração do ouro indicam que ainda existe cautela macro, o que tende a limitar avanços significativos do Bitcoin sem um catalisador macro extraordinário adicional, como dados macro surpreendentes ou avanços em política monetária.”, afirmou.

Uma análise da Bitfinex aponta que após os novos desdobramentos do caso EUA-Groelândia, no mercado cripto, os volumes à vista de Bitcoin seguiram dentro da normalidade, com sinais, pela primeira vez em três meses, de desaceleração da pressão vendedora por parte de investidores de longo prazo.

A análise aponta que as taxas de financiamento permaneceram próximas da neutralidade, e não houve aumento relevante de fluxos de BTC para corretoras, o que afasta a hipótese de vendas reativas.

O comportamento do preço do Bitcoin tem sido compatível com ruídos macroeconômicos, e não com um catalisador específico do mercado cripto. Esse movimento reforça a leitura de que o BTC vem se consolidando como um ativo sensível ao ambiente macro financeiro, reagindo principalmente a mudanças nas expectativas de liquidez e nos juros reais, e não a manchetes pontuais sobre política comercial, a menos que elas alterem de forma concreta essas variáveis.

Assim, a Bitfinex destaca que embora o impacto imediato seja limitado, o ponto mais relevante está nos efeitos indiretos. A ampliação do discurso em torno de tarifas aumenta a probabilidade de um cenário com comércio global mais lento, maior incerteza de política econômica e, eventualmente, pressão sobre bancos centrais para mitigar riscos ao crescimento.

Historicamente, esse tipo de ambiente tem se mostrado favorável ao Bitcoin em horizontes de médio prazo.

Bitcoin análise técnica

Em relatório divulgado nesta semana, o analista Dr. Arnout Ter Schure, da Intelligent Investing, LLC, afirmou que o desempenho recente do Bitcoin reforça a necessidade de cautela no curto prazo, mesmo diante de um cenário estruturalmente positivo para os próximos anos. Segundo ele, o comportamento do preço desde o início de janeiro se encaixa em um padrão clássico de “falso rompimento”, quando o ativo supera uma resistência importante, mas não consegue se manter acima dela.

“Essas observações são importantes porque estabelecem a estrutura do que está acontecendo agora e do que provavelmente vai acontecer a seguir”, afirmou Ter Schure, ao comentar a movimentação do mercado após o bitcoin ultrapassar, por poucos dias, a região de US$ 94 mil e depois recuar para a faixa dos US$ 88 mil.

O analista lembra que 2025 terminou como um ano negativo para o Bitcoin, algo incomum na série histórica recente. De acordo com ele, o ativo nunca fechou dois anos consecutivos em queda. “Como 2024 foi um ano positivo, esperamos que o período de 2026 até, possivelmente, 2028 volte a ser de alta”, disse.

Apesar dessa leitura otimista para o médio e longo prazo, Ter Schure destaca que o comportamento do preço em 2026 ainda pode reservar um movimento de baixa mais acentuado. Para ele, não está descartada a possibilidade do BTC buscar novamente a região de suporte de longo prazo, localizada entre US$ 69 mil e US$ 73 mil, antes de iniciar uma retomada mais consistente.

A análise técnica do especialista se baseia nos princípios da Teoria das Ondas de Elliott, um método que tenta identificar padrões recorrentes de comportamento do mercado por meio de ciclos de alta e baixa. Segundo Ter Schure, o rompimento da máxima de dezembro, na faixa de US$ 94.617, era uma condição necessária para confirmar a continuidade de uma onda de alta. No entanto, o movimento não se sustentou.

“O Bitcoin superou esse nível no dia 13 de janeiro, mas conseguiu se manter acima por apenas quatro dias. Agora, com o preço novamente abaixo, consideramos que foi um falso rompimento, o que invalida o caminho de alta que estávamos acompanhando”, explicou.

Bitcoin pode cair para US$ 69 mil

Além disso, o analista observa que uma sequência de níveis de alerta foi rompida, o que aumentou a probabilidade de um movimento mais forte de correção. Segundo seus cálculos, cada quebra desses patamares técnicos eleva em cerca de 20% a chance de o bitcoin retornar à região dos US$ 70 mil antes de tentar uma nova recuperação.

Na avaliação de Ter Schure, o pico registrado em 14 de janeiro, próximo de US$ 97.943, pode ter marcado o topo de uma das ondas corretivas do atual ciclo. Ele afirma que, a partir desse ponto, o mercado passou a seguir um padrão de impulso para baixo, o que reforça a leitura de que a tendência de curto prazo se tornou negativa.

“O falso rompimento sugere fortemente que a máxima de janeiro foi o topo de uma onda corretiva, com características muito próximas das formações clássicas observadas em ciclos anteriores”, disse o analista.

De acordo com a projeção apresentada, o próximo alvo técnico estaria na chamada zona de extensão de Fibonacci, entre US$ 70.970 e US$ 76.335, região que historicamente costuma funcionar como ponto de exaustão de movimentos de queda dentro de estruturas maiores de mercado.

Para o especialista, essa possível correção, caso se concretize, não invalidaria o cenário de alta estrutural para os próximos anos. Pelo contrário, ele interpreta o movimento como parte de uma consolidação necessária antes de uma nova fase de valorização mais expressiva.

“Se esse padrão se completar, ele deve encerrar uma correção maior e abrir espaço para a próxima onda de alta, que pode levar o bitcoin a níveis significativamente mais elevados no médio prazo”, afirmou.

Na projeção de longo prazo da Intelligent Investing, o próximo grande ciclo de valorização poderia empurrar o preço do ativo para a faixa de US$ 164 mil, caso as condições técnicas e macroeconômicas se alinhem.

O cenário descrito por Ter Schure se soma a um momento em que o mercado cripto observa, ao mesmo tempo, a expansão da participação institucional e a crescente integração entre ativos digitais e o sistema financeiro tradicional. Analistas apontam que esse movimento tende a reduzir a volatilidade no longo prazo, mas pode intensificar disputas de curto prazo entre compradores e vendedores em pontos técnicos sensíveis.

Portanto, o preço do Bitcoin em 22 de janeiro de 2026 é de R$ 479.481,64. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 22 de janeiro de 2026, são: MYx Finance (MYx), The Sandbox (SAND) e Canton (CC), com altas de 10%, 9,9% e 9,4%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 22 de janeiro de 2026, são: Dash (DASH), Midnight (NIGHT) e Memecore (M), com quedas de -5%, -4% e -3% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

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