Resumo da notícia
Bitcoin recua mais de 2% e testa suporte crítico em US$ 90 mil.
Tensão geopolítica, liquidações e dados macro pressionam ativos de risco.
Indicadores técnicos mostram perda de força compradora e possível queda até US$ 85 mil.
10h15
Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil
O Bitcoin voltou a sofrer pressão e recuou para a região de US$ 91 mil após falhar na tentativa de sustentar o movimento acima de US$ 98.000, acompanhando a deterioração do sentimento nos mercados globais.
A queda ocorre em linha com o movimento negativo dos futuros de ações dos EUA, com os contratos do Nasdaq em baixa superior a 1,9% e os do S&P 500 recuando cerca de 1,6%, em meio à retomada das tensões comerciais entre Estados Unidos e União Europeia ligadas à questão da Groenlândia. Com isso, o mercado adota uma postura mais cautelosa enquanto aguarda o discurso de Donald Trump em Davos, previsto para amanhã.
Do ponto de vista técnico, o ativo ainda se mantém acima da zona-chave de US$ 90.914. Uma reação positiva a partir desse nível poderia ajudar a estabilizar o preço e abrir espaço para uma recuperação em direção a US$ 94.000, enfraquecendo a leitura de topo duplo e adiando uma confirmação mais clara de viés baixista.
Por outro lado, uma perda consistente dessa região aumentaria o risco de continuidade da correção. Nesse cenário, a estrutura de topo ganharia força e o mercado passaria a precificar uma fase corretiva mais profunda no curto prazo.
10h
Matheus Parizotto, analista chefe de research na Mynt, plataforma cripto do BTG Pactual
O mercado de criptoativos começou a semana em queda, com o ambiente macro e geopolítico pesando nas cotações. As tensões comerciais entre EUA e União Europeia envolvendo a Groenlândia escalaram, com o quadro adicionando incerteza e risco de retaliações, contaminando o apetite por risco global.
A correção foi amplificada por liquidações de posições alavancadas e pela ausência de referência das bolsas americanas, fechadas pelo feriado, justamente quando os ETFs de Bitcoin vinham mostrando reaceleração de entradas de capital, com US$ 1,42 bilhão na última semana, sinalizando retomada do interesse pelo ativo.
Do lado técnico, o Bitcoin ainda preserva a tendência de alta, mas precisa se manter acima de US$ 90.500 para evitar reversão e abrir espaço para uma nova dinâmica vendedora mais acentuada. Neste cenário de risco elevado, os fluxos em ETFs serão determinantes para a sustentação dos preços.
8h10
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 20/01/2026, está cotado em R$ 490.212,17. O preço do BTC voltou a cair mais de 2% e agora os touros lutam para manter o suporte de US$ 90 mil em um cenário de incertezas políticas.

Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados globais sofreram pressão devido a novas tensões comerciais após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar tarifas adicionais sobre oito países europeus por causa da disputa sobre a Groenlândia. Isso gerou nervosismo nos mercados acionários da Ásia, com o índice MSCI Asia‑Pacific recuando e futuros de índices dos EUA mostrando fraqueza.
O dólar permaneceu sob pressão, os rendimentos dos títulos dos EUA subiram e ativos considerados segurança, como ouro, continuaram fortes. Já o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 92 220, possui uma expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa.
As tensões comerciais renovadas elevam a aversão ao risco e tendem a prejudicar ativos voláteis como cripto, sobretudo gerar movimentos laterais ou volatilidade técnica. Ao mesmo tempo, um dólar mais fraco pode oferecer algum suporte ao BTC, mas sem um catalisador macro claro adicional (como uma direção definida na política monetária ou dados de crescimento mais robustos), o preço do Bitcoin provavelmente permanecerá em consolidação ou com leve pressão descendente no curtíssimo prazo.
Sarah Uska, analista de Research de Criptoativos e de Mercado no Bitybank, destaca que para esta semana o principal risco segue sendo a persistência de dados econômicos fortes nos EUA, que possam reforçar a expectativa de juros elevados por mais tempo.
Por outro lado, a redução contínua de bitcoin nas exchanges e eventuais retomadas de fluxo positivo para ETFs seguem como fatores de suporte no médio prazo. Assim, o cenário combina volatilidade no curto prazo com fundamentos que ainda favorecem o ativo, exigindo do investidor atenção redobrada aos dados macroeconômicos e aos níveis técnicos mais relevantes.
Bitcoin análise técnica
Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, destaca que o preço do Bitcoin iniciou com forte queda no início da noite de domingo (17). A principal criptomoeda do mercado despencou, até o momento desta publicação mais de 3% ao atingir a mínima de US$ 90.210.
Se houver continuidade da queda, o preço do Bitcoin poderá buscar as regiões de liquidez dos US$ 89.140 e US$ 85.800. Contudo, caso entre força compradora absorvendo a queda, haverá resistência de curto e médio prazo nas regiões de liquidez dos US$ 95.000 e US$ 101.300.

De acordo com o analista e fundador da Outset PR, Mike Ermolaev, caso o BTC não encontre suporte em torno de US$ 90.000 (zona de consolidação superior anteriormente rompida), poderá estender a queda em direção ao limite de consolidação inferior em US$ 85.569, que coincide com o nível de retração de Fibonacci de 78,6% (da mínima de abril de US$ 74.508 à máxima histórica de outubro de US$ 126.199).
O Índice de Força Relativa (IFR) no gráfico diário está em 47, caindo abaixo do nível neutro de 50, indicando que o ímpeto de baixa está ganhando força. O indicador de Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) também mostra um cruzamento de baixa na terça-feira, reforçando ainda mais a perspectiva pessimista.

No entanto, segundo ele, se o BTC se recuperar, poderá estender o avanço em direção ao nível de retração de Fibonacci de 61,8%, em US$ 94.253.
Portanto, o preço do Bitcoin em 20 de janeiro de 2026 é de R$ 490.212,17. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 20 de janeiro de 2026, são: Canton (CC), MYX Finance (MYX) e Memecore (M), com altas de 11%, 7% e 5%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 20 de janeiro de 2026, são: Monero (xmr) Internet Computer (ICP) e SPx6900 (SPX), com quedas de -11%, -9% e -8% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
Aviso: Observe que esta matéria contém links afiliados. Se você clicar nesses links, podemos receber uma pequena comissão, sem nenhum custo para você. Não aceitamos pagamentos para revisar ou recomendar produtos. Consulte nossos termos aqui.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.

