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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Preço do Bitcoin hoje, 16/01/2026: BTC recua para US$ 95 mil ponto-chave para um teste em US$ 100 mil

Cenário macro favorável impulsiona o Bitcoin, mas liquidez limitada dos ETFs e pontos on-chain críticos moldam expectativa do mercado.

Preço do Bitcoin hoje, 16/01/2026: BTC recua para US$ 95 mil ponto-chave para um teste em US$ 100 mil
Análise

Resumo da notícia

  • Bitcoin recua para US$ 95 mil, mas mantém cenário levemente positivo com impulso do ambiente global de risco.

  • Técnicos apontam continuidade da tendência de alta, enquanto analistas on-chain destacam fraqueza persistente na liquidez dos ETFs.

  • Nível de US$ 95 mil se torna ponto crítico para restaurar lucratividade e evitar nova fase prolongada de consolidação.

10h05

Guilherme Prado. Country manager da Bitget no Brasil

O Bitcoin teve uma de suas semanas mais fortes dos últimos meses, alcançando US$ 97.924, impulsionado pelo otimismo em torno de uma inflação subjacente nos Estados Unidos abaixo do esperado. Ainda assim, o movimento perdeu fôlego no curto prazo, levando o preço a buscar suporte na região dos US$ 95 mil. Embora a demanda institucional permaneça consistente, com os ETFs à vista acumulando entradas semanais de US$ 1,81 bilhão, o interesse do investidor de varejo continua baixo, o que ajuda a explicar a perda de momentum após a máxima recente.

Do ponto de vista técnico, um fechamento abaixo da média móvel de 100 dias e do suporte imediato em US$ 95 mil pode abrir espaço para uma correção mais ampla, com a média de 50 dias, próxima a US$ 92.200, atuando como principal zona de suporte.

Por outro lado, os fundamentos seguem relativamente construtivos no médio prazo. O volume de bitcoins mantidos em exchanges atingiu o menor nível em sete meses, enquanto métricas on-chain, como o Value Days Destroyed, indicam que os holders de longo prazo não estão realizando lucros de forma significativa. Isso sugere que a atual dinâmica de preços está mais ancorada em demanda estrutural e fundamentos de mercado do que em especulação de curto prazo.

9h15

Marco Aurélio Camargo, CIO da Vault Capital

No dia de ontem, observamos uma perda momentânea de força do fluxo comprador via ETFs, com o Bitcoin operando abaixo da região dos US$ 96 mil e registrando uma queda aproximada de 1,39%. Ainda assim, houve inflow positivo de cerca de US$ 100 milhões, o que precisa ser colocado em contexto, especialmente após o movimento excepcional da quarta-feira, quando os ETFs registraram US$ 843 milhões em entradas, um volume que não víamos desde outubro.

Esse arrefecimento no dia seguinte é natural. Após um choque de demanda dessa magnitude, o mercado costuma entrar em um período de digestão do fluxo, o que não invalida a tendência, apenas reduz a velocidade no curto prazo.

Quando olhamos para a dinâmica de opções, o comportamento do preço era amplamente esperado. Já vínhamos destacando que o mercado opera com net gamma negativo, o que incentiva os dealers a defenderem regiões de preço específicas para proteger suas estruturas de hedge. Além disso, hoje ocorre o vencimento e a liberação de aproximadamente 16% do gamma, o que tende a aliviar parcialmente a contenção sobre o preço.

Ainda assim, é do interesse dos negociadores que o Bitcoin permaneça abaixo de determinados níveis, garantindo a captura do prêmio das opções. Por isso, a defesa dessas faixas continua presente. Dentro desse contexto, o que chama atenção é que a antiga resistência foi transformada em zona de suporte funcional, reforçando a leitura de que o mercado não perdeu estrutura, apenas está consolidando.

Dessa forma, não seria estranho vermos o Bitcoin testar novamente a região dos US$ 93 mil. Trata-se de uma área que atuou como resistência por um período prolongado e que agora pode cumprir o papel clássico de suporte técnico, algo saudável dentro de um movimento de continuidade.

Na leitura on-chain, o comportamento dos Short-Term Holders STH adiciona uma camada importante à análise. O STHSOPR voltou a operar acima de 1,0, indicando que investidores de curto prazo passaram novamente a realizar lucro. Esse movimento é relevante porque sinaliza que o mercado voltou a recompensar posições recentes, reduzindo o estresse desse grupo e afastando o risco de vendas forçadas.

Historicamente, quando o SOPR dos STHs se mantém acima do ponto de equilíbrio, o mercado entra em uma fase mais construtiva, típica de ambientes de alta, em que correções tendem a ser absorvidas e não amplificadas.

O que vemos agora não é fraqueza, mas um processo de acomodação:

o fluxo institucional segue presente, a estrutura de opções ainda impõe contenção parcial, e os dados on-chain indicam melhora no comportamento dos investidores de curto prazo. Esse conjunto mantém o Bitcoin bem sustentado acima das antigas resistências, enquanto o mercado aguarda a liberação gradual das travas técnicas para definir o próximo movimento mais amplo.

8h

Vivien Lin, Chief Product Officer da BingX

O Bitcoin manteve sua trajetória consistente de alta no início de janeiro, saindo da faixa de US$ 91 mil em 11 de janeiro para negociar entre US$ 95 mil e US$ 97 mil nos dias 15 e 16. O preço segue bem acima do ponto de abertura do ano, próximo de US$ 87.500, apresentando um padrão claro de mínimas mais altas no gráfico diário. A volatilidade permaneceu elevada, mas majoritariamente positiva.

Por exemplo, a rápida queda para a região de US$ 91 mil–92 mil no dia 13 de janeiro foi rapidamente absorvida por compradores, indicando que o mercado segue aproveitando correções para entrada — um comportamento observado desde o fim de dezembro. Do ponto de vista da estrutura de mercado, o BTC permanece bem acima da faixa do fim de dezembro, na região dos US$ 80 mil médio a alto, o que mantém a perspectiva de curto prazo positiva, a menos que o preço perca o nível de US$ 90 mil com forte volume de negociação.

O Ethereum acompanhou o movimento geral do mercado, mas teve desempenho inferior ao do Bitcoin nesta semana, negociando entre US$ 3.200 e US$ 3.350 após atingir máximas locais no início do mês. Ao longo da última semana, o ETH devolveu parte dos ganhos acumulados no começo do ano, recuando levemente, enquanto o Bitcoin passou por uma correção um pouco mais acentuada.

Ainda assim, o ETH segue em alta no acumulado do ano, mas começa a ficar para trás à medida que a dominância do Bitcoin aumenta. O ativo continua acima de sua média de dezembro, próxima de US$ 3.000, e mantém uma estrutura de mínimas mais altas, porém não conseguiu se sustentar acima da resistência na faixa inferior dos US$ 3.000. Com isso, o ETH permanece em fase de consolidação, em vez de iniciar um movimento de rompimento. Recentemente, uma maior alocação de capital em Bitcoin em dias de maior apetite por risco tem limitado o impulso de alta do ETH.

No campo regulatório, stablecoins e DeFi voltaram ao centro das atenções após legisladores reintroduzirem propostas de lei aguardadas há muito tempo para esclarecer as regras do mercado cripto. Um dos principais pontos em debate é se intermediários devem ou não ser autorizados a pagar juros sobre saldos em stablecoins, com bancos pressionando para fechar o que consideram uma lacuna regulatória.

Caso essas mudanças sejam aprovadas, poderão alterar de forma significativa a maneira como exchanges, fintechs e plataformas DeFi nos Estados Unidos oferecem produtos de rendimento atrelados a ativos indexados ao dólar. Dados on-chain indicam um movimento gradual em direção ao uso de stablecoins como colateral, com algumas plataformas DeFi já apresentando maior liquidez em USDC do que em USDT. Isso sinaliza uma transição progressiva para o uso de stablecoins mais reguladas, mesmo com as discussões sobre produtos de rendimento ainda sendo um tema central para desenvolvedores e investidores institucionais.

6h20

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta sexta-feira, 16/01/2026, está cotado em R$ 513.279,52. O preço do BTC recou cerca de 2% voltando para US$ 95 mil, mas com os touros ainda firmes para um teste em US$ 100 mil.

Bitcoin análise macroeconômica

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados asiáticos avançaram impulsionados por forte desempenho em ações ligadas à inteligência artificial e ao anúncio de um acordo comercial entre os EUA e Taiwan que reduziu tarifas e deve fomentar investimentos no setor tecnológico.

De acordo com Franco, apesar do avanço das bolsas, o dólar manteve‑se próximo de uma alta de seis semanas após dados econômicos positivos nos EUA reduzirem as expectativas de cortes de juros de curto prazo pelo Federal Reserve. Commodities como petróleo deram leves sinais de recuperação, enquanto metais preciosos recuaram em meio a menor demanda por ativos de refúgio.

Já o Bitcoin cotado aproximadamente em US$ 95 100, possui uma expectativa de curto prazo neutra a levemente positiva. O ambiente de risk‑on. refletido no rali de ações asiáticas e na continuação do otimismo em tecnologia, tende a favorecer ativos de risco como o BTC, que pode aproveitar o clima de liquidez para se consolidar. No entanto, a força persistente do dólar e a diminuição das apostas em cortes de juros pelo Fed podem limitar a magnitude de um avanço imediato no Bitcoin, sugerindo que o ativo deve permanecer dentro de uma faixa de consolidação ou apresentar ganhos moderados até que novos catalisadores macro sejam divulgados.-

Bitcoin análise técnica

Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, afirma que após quase 2 meses consolidando entre as faixas de preços de US$ 89.694 e US$ 91.700, o preço do Bitcoin rompeu a consolidação com um movimento de alta.

Apesar de ter entrado um alto volume financeiro no momento em que o Bitcoin atingiu a máxima do ano em US$ 97 mil, a força compradora prevalece, o que sugere continuidade de alta até as resistências dos US$ 101.300 e US$ 105.200. Contudo, caso entre força vendedora e reverta o movimento, os suportes estão nas áreas de valor dos US$ 95.200 e US$ 89.140.

No entanto, apesar da alta e da expectativa positiva, o analista da CryptoQuant conhecido como Mignolet, destaca que a liquidez dos ETFs não está de volta aomercado o que pode impedir uma recuperação mais ampla.

De acordo com ele, os ETFs que exercem o impacto mais direto sobre o preço do Bitcoin são os da Fidelity (FBTC) e da ARK (ARKB). Historicamente, o preço do BTC acompanha de perto os fluxos combinados desses dois fundos. No entanto, esse comportamento perdeu força nos últimos meses.

O FBTC não conseguiu romper seu topo anterior desde março do ano passado, enquanto o ARKB vem mostrando uma tendência de queda desde julho. Esses movimentos passam despercebidos para muitos observadores, mas se tornam claros quando analisamos os dados de forma detalhada. Trata-se do mesmo padrão observado na MicroStrategy (MSTR), que atingiu seu pico por volta de novembro de 2024 e não conseguiu estabelecer novas máximas por quase um ano. Em síntese, a liquidez está perdendo vigor.

Assim, segundo ele, a liquidez que muitos traders esperam simplesmente ainda não retornou. Mesmo quando é avaliado o ETF da BlackRock, o IBIT, considerado um dos principais motores de liquidez do mercado, o quadro não é tão animador. Embora sua atuação seja relevante, grande parte das compras ocorre fora do mercado aberto (OTC), o que significa que essas operações não exercem pressão direta sobre os preços de negociação.

Para ser direto: se o IBIT não estivesse comprando no ritmo atual, provavelmente o mercado já teria enfrentado uma correção muito mais profunda. Porém, até mesmo a liquidez do IBIT mostra sinais de enfraquecimento em relação aos meses anteriores. Entradas pontuais podem reaparecer no curto prazo, mas a tendência geral permanece negativa. Se a demanda não for suficiente para absorver as vendas realizadas no mercado OTC, esses volumes inevitavelmente migrarão para o mercado aberto e, nesse caso, podem contribuir para pressões adicionais sobre o preço do Bitcoin.

US$ 95 mil é o ponto da virada

Porém, a analista conhecida como @tugbachain, destaca que o gráfico com a porcentagem de UTXOs em Lucro mede a parcela da oferta de Bitcoin que está atualmente em lucro e serve como um indicador-chave da psicologia do mercado.

Nesta leitura, atualmente, essa métrica está em torno de 83-84%, sugerindo que a maioria do mercado permanece em lucro, mas o ímpeto se tornou cada vez mais frágil. Em vez de sinalizar uma capitulação total, essa estrutura aponta para uma fase prolongada de reinicialização e redistribuição.

Nesse contexto, US$ 95.000 surge como um limite crítico on-chain. Esse nível corresponde ao custo de aquisição de UTXOs de curto prazo e atua como o ponto de inflexão para restaurar a lucratividade de forma mais ampla. A aceitação sustentada acima de US$ 95.000 permitiria que a proporção de UTXOs em Lucro se expandisse de volta para a zona de 90%, apoiando uma recuperação na confiança do mercado. Por outro lado, a rejeição contínua abaixo desse nível provavelmente levaria uma parcela crescente de moedas de volta ao prejuízo, reforçando um mini mercado de baixa ou uma fase prolongada de consolidação.

Portanto, o preço do Bitcoin em 16 de janeiro de 2026 é de R$ 513.279,52. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 16 de janeiro de 2026, são: Dash (DASH), Humanity Protocol (H) e Pump.fun (PUMP), com altas de 34%, 24% e 12%, respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 16 de janeiro de 2026, são: Aptos (APT), Aster (ASTER) e Zcash (ZEC), com quedas de -5,7%, -5,3% e -5,2% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

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Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.