Resumo da notícia
Aversão ao risco global e dólar forte reduzem fluxo para ativos voláteis
Liquidações de US$ 320 milhões e domínio de vendedores agravam a queda
Zona entre US$ 68 mil e US$ 72 mil vira teste crucial para o BTC
9h40
Marco Aurélio, CIO da Vault Capital
O dia anterior foi marcado por volatilidade extrema. O mercado reagiu de forma negativa aos resultados da Google, às novas tensões geopolíticas envolvendo Irã x EUA e a declarações do Secretário do Tesouro indicando limitações institucionais para compras de Bitcoin. Esse conjunto de fatores elevou o nível de incerteza e pressionou os ativos de risco.
Observando o comportamento do preço desde segunda-feira, os níveis-chave de suporte seguem claros:
US$ 75k (antiga put wall)
US$ 70k (put wall atual)
Com a intensificação da queda, a principal put wall migrou de 75k para 70k. No entanto, como o preço opera abaixo do gamma flip, a proteção mecânica nos suportes é menor. Isso explica a maior fragilidade dos níveis atuais.
Se houver perda temporária da região dos 70k, o próximo ponto técnico relevante passa a ser o cluster entre 68k–66k, onde há concentração de liquidez e possíveis reações.Liquidez começando a se mover

Um ponto importante a ser monitorado é o movimento de USDC. Dados recentes mostram entradas relevantes de stablecoins nas exchanges, o que historicamente indica preparação de liquidez do lado comprador, ainda que essa demanda não tenha se materializado em preço até agora.
A correção recente foi acompanhada por uma forte limpeza de excessos:
Liquidações acima de US$ 700 milhões em cripto nas últimas horas
Bitcoin chegou a negociar próximo de US$ 71.000
O mercado cripto perdeu cerca de US$ 900 bilhões em valor de mercado em apenas 22 dias
Apesar do ambiente pesado e do aumento do medo, cada nova perna de queda melhora a assimetria de risco-retorno. A alavancagem excessiva vem sendo removida, a liquidez começa a se reposicionar e o mercado caminha para um ponto onde os preços passam a refletir menos euforia e mais sobrevivência.
7h
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 05/02/2026, está cotado em R$ 375.790,10. O BTC voltou a cair 6% e agora está cotado a US$ 71 mil com um forte pessimismo de todo o mercado e uma fraqueza total dos touros.

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados globais enfrentaram forte pressão de aversão ao risco, com ações asiáticas despencando após um amplo sell‑off em tecnologia liderado por preocupações sobre custos elevados de investimentos em IA e resultados decepcionantes de empresas como AMD.
O índice MSCI Asia‑Pacific caiu cerca de 1,8%, enquanto moedas de risco perderam terreno e commodities como ouro e prata recuaram significativamente em meio ao fortalecimento do dólar antes de decisões de política monetária no ECB e BOE.
De acordo com ele, o petróleo também cedeu ao aliviar riscos geopolíticos, refletindo um cenário global de cautela técnica. O Bitcoin tambem continuou em queda, sendo cotado atualmente em cerca de US$ 70.500. A expectativa de curto prazo para o ativo é negativa.
A intensificação da aversão ao risco, evidenciada pela forte queda em ações de tecnologia e pela valorização técnica do dólar, tende a reduzir fluxos para ativos voláteis como o BTC, impulsionando correções técnicas adicionais. O recuo das commodities e a liquidação de posições alavancadas em cripto também sugerem maior probabilidade de movimentos descendentes ou consolidação inferior antes que surjam catalisadores macros positivos claros que possam reverter o sentimento de risk‑off
Por que o preço do Bitcoin caiu hoje?
De acordo com o analista e fundador da OutsetPR, Mike Ermolaev a principal explicação está fora do próprio mercado de criptomoedas. O Bitcoin reagiu como um ativo de risco de alta volatilidade, seguindo a queda de outros mercados globais. Dados de correlação mostram que, nas últimas 24 horas, o BTC caminhou praticamente lado a lado com o ETF de tecnologia QQQ e até com o ouro, sinalizando um movimento macroeconômico amplo, associado a juros, dólar forte e redução de apetite por risco.
Além do fator macro, a queda ganhou força com o mercado de derivativos. Nas últimas 24 horas, mais de US$ 320 milhões em posições alavancadas foram liquidadas, sendo 87% delas apostas compradas. Esse efeito dominó acelerou o movimento de baixa. Ao mesmo tempo, o open interest subiu 12,8%, indicando entrada de novas posições vendidas, o que aumentou a pressão sobre o preço.
Do ponto de vista técnico, o cenário ficou ainda mais delicado. O índice de força relativa de 14 períodos caiu para 22,8, um nível considerado profundamente sobrevendido. O Bitcoin também passou a negociar abaixo de todas as médias móveis relevantes. Para ele, esse conjunto de sinais costuma marcar momentos de estresse extremo.
“Liquidações forçadas limpam o excesso de alavancagem e, muitas vezes, antecedem repiques de curto prazo”, afirmou.
O nível de US$ 71.600 tornou-se agora o principal suporte imediato. Caso o preço consiga se manter acima dessa faixa, analistas veem espaço para um alívio técnico em direção a US$ 78.800, onde passa a média móvel de sete dias. Por outro lado, uma perda clara desse patamar pode abrir caminho para uma correção mais profunda, na zona entre US$ 68.000 e US$ 70.000.
O sentimento do mercado ajuda a explicar o clima atual. O índice Fear & Greed permanece em 11 pontos, classificado como “medo extremo”. Historicamente, esses níveis costumam coincidir com momentos de forte pressão vendedora, mas também com fases de transição, quando o mercado busca um fundo.
Apesar da turbulência no curto prazo, as projeções de longo prazo seguem bastante divergentes. O analista conhecido como @dizaynland mantém uma visão otimista. “A análise técnica sugere um alvo de US$ 110.000 até março de 2026, desde que os níveis de suporte atuais sejam preservados”, escreveu o especialista, ao tratar o movimento atual como uma consolidação antes de nova perna de alta.
Outros analistas preferem cautela. Um levantamento citado pela CryptoRank mostra previsões que vão desde projeções extremamente otimistas, como Michael Saylor, que fala em milhões de dólares no longo prazo, até leituras mais conservadoras. Julio Moreno, da CryptoQuant, alerta para a possibilidade de o Bitcoin ainda testar níveis próximos a US$ 60.000 dentro do ciclo atual.
Uma visão intermediária vem de veteranos do mercado. “Topo em US$ 175.000 em 2025 e fundo em US$ 65.000 em 2027”, projeta o analista conhecido como @Burning_Forest, ao destacar que volatilidade continua sendo parte estrutural do Bitcoin.
Bitcoin análise técnica
Olhando para o cenário atual, o analista conhecido como CryptoOnchain, disse que o Bitcoin finalmente recuou para testar novamente sua estrutura de preço histórica mais significativa: a zona de US$ 68 mil a US$ 72 mil.
De acordo com ele, essa área representa a máxima histórica do ciclo anterior, que agora passa por um clássico teste de "inversão de suporte/resistência". A reação nesse nível é crucial. Uma defesa bem-sucedida dessa zona confirma a estrutura de alta de longo prazo. No entanto, uma quebra aqui seria tecnicamente catastrófica, provavelmente abrindo caminho para uma correção muito mais profunda, à medida que o preço retorna à faixa de negociação anterior.
Alerta On-Chain: Embora a ação do preço esteja no suporte, os dados de derivativos subjacentes sugerem uma forte pressão vendedora. A Razão de Compra Taker (média móvel simples de 14 dias) do Bitcoin na Binance caiu para 0,486, marcando seu nível mais baixo desde outubro passado. Interpretação: A Razão de Compra Taker mede a proporção entre o volume de compra e o volume de venda executados por "takers" (ordens de mercado agressivas). Um valor de 0,486 indica que os vendedores agressivos estão dominando o mercado, superando os compradores.
Segundo o analista, o fato de essa métrica estar atingindo novas mínimas em vários meses enquanto o preço se encontra em um importante suporte sugere que a demanda por "compras na baixa" está sendo absorvida por vendas agressivas ainda mais fortes.
Estamos testemunhando um choque entre um importante nível de suporte técnico e o sentimento pessimista do mercado. Para que o nível de US$ 68 mil a US$ 70 mil se mantenha, ordens passivas com limite não serão suficientes; precisamos urgentemente ver a Razão de Compra de Tomadores (Taker Buy Ratio) subir, indicando que compradores agressivos estão entrando em ação para defender esse nível. Até que essa métrica se recupere, o risco de perder o suporte de US$ 68 mil a US$ 70 mil permanece alto.

Portanto, o preço do Bitcoin em 05 de fevereiro de 2026 é de R$ 375.790,10. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0026 BTC e R$ 1 compram 0,0000026 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 05 de fevereiro de 2026, são: MYX Finance (MYX), Hyperliquid (HYPE), Memecore (M), com altas de 4,28%, 4,19% e 2% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 05 de fevereiro de 2026, são: Zcash (ZEC), XRP (XRP) e Stable (STABLE), com quedas de -12%, -11% e -10% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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