Resumo da notícia
Bitcoin perde suporte de US$ 65 mil e testa US$ 62 mil.
Medo extremo e saída institucional pressionam preço.
Mercado teme queda até US$ 50 mil se suporte falhar.
6h10
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 24/02/2026, está cotado em R$ 327.731,73. O BTC perdeu o suporte de US$ 65 mil que vinha impedindo quedas mais drásticas. Nas últimas 24h, o preço chegou a testar US$ 62 mil antes de uma leve recuperação.
Agora os touros devem lutar para recuperar US$ 65 mil ou então os ursos vão pressionar para um teste do suporte de US$ 60 mil que, se perdido, pode estender uma queda ainda mais profunda para US$ 50 mil ou até US$ 45 mil.

André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados asiáticos mostraram sinais de recuperação após um início negativo puxado por um sell-off em tecnologia nos Estados Unidos, influenciado por preocupações sobre o impacto da inteligência artificial e tensão comercial decorrente de políticas tarifárias incertas.
Além disso, o índice MSCI Asia-Pacific subiu modestamente, com bolsas como Nikkei e CSI 300 liderando ganhos, mesmo após o S&P 500 ter recuado na véspera. Ja o Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 63.000, tem uma expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa.
A queda do BTC reflete a contínua aversão ao risco em um momento em que mercados tradicionais enfrentam volatilidade por fatores macroeconômicos e tecnológicos. Embora a leve recuperação em mercados de ações asiáticos e o rali global em alguns setores possa oferecer suporte técnico ao sentimento de risco, a pressão macro e a incerteza global tendem a dificultar movimentos altistas significativos no Bitcoin no curtíssimo prazo, favorecendo consolidação lateral ou leves retrações técnicas.
Por que o Bitcoin caiu hoje?
Mike Ermolaev, analista e fundador da OutsetPR, aponta que o movimento de queda ocorreu em meio a um aumento expressivo no volume de negociações, que subiu 28% e alcançou aproximadamente US$ 44,98 bilhões no período. O crescimento do volume em um dia de baixa indica convicção entre vendedores e confirma que houve forte pressão de saída no mercado.
O sentimento predominante entre investidores também reforça o cenário negativo. O índice Fear & Greed, que mede o humor do mercado cripto, permanece na zona de “medo extremo”, com pontuação de 11. Esse patamar sinaliza forte aversão ao risco e cautela generalizada, refletindo perda de confiança no curto prazo.
“Momentos de medo extremo costumam gerar vendas por pânico e amplificar movimentos de baixa. Ao mesmo tempo, historicamente, níveis tão baixos de confiança já antecederam períodos de recuperação expressiva, quando investidores adotam estratégias contrárias ao sentimento dominante.”, disse.
De acordo com ele, o Bitcoin enfrenta agora um ponto técnico considerado decisivo. O mercado observa atentamente o nível de suporte próximo a US$ 62 mil, faixa vista como fundamental para evitar novas perdas. Caso esse patamar seja mantido, pode haver uma recuperação técnica em direção à resistência próxima de US$ 65 mil. Porém, uma quebra desse suporte pode acelerar a pressão vendedora e levar o ativo a testar níveis próximos de US$ 58 mil, mínima anual.
Além do sentimento negativo, a redução da demanda institucional tem contribuído para o enfraquecimento do preço. Dados recentes indicam saídas líquidas persistentes dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos. O patrimônio total sob gestão desses fundos caiu de cerca de US$ 118,8 bilhões há um mês para aproximadamente US$ 93,6 bilhões, evidenciando redução significativa do interesse de grandes investidores.
A saída de capital institucional remove um dos principais fatores de sustentação do mercado observados durante a última fase de alta do Bitcoin. Sem esse fluxo comprador consistente, o ativo torna-se mais vulnerável a oscilações e movimentos de venda generalizados.
Outro fator relevante é a redução do nível de alavancagem no mercado de derivativos. O interesse em aberto total nesses instrumentos caiu cerca de 32,5% nos últimos 30 dias, sinalizando um processo de desalavancagem entre investidores. Esse movimento reduz o risco de liquidações em cascata, eventos que costumam intensificar quedas abruptas, mas também indica menor apetite especulativo, o que limita a possibilidade de recuperações rápidas.

Bitcoin análise técnica
A analista da FXStreet, Carol Harmer, destaca que o mais importante não foi a queda das últimas 24h, mas a quebra do final de novembro de 2025 que continua sendo a principal mudança estrutural, e o mercado tem tido dificuldades para recuperar qualquer impulso de alta significativo desde então.
“Após esse rompimento, formou-se um padrão de bandeira de 7 semanas, e os investidores agora estão sendo atraídos para o primeiro nível importante de interesse: a média móvel de 200 semanas em US$ 58.505. Logo abaixo, encontra-se a retração de Fibonacci de 61,8% do movimento de alta iniciado em novembro de 2022, situada em US$ 57.756.
Ela também afirma que este ano, o Bitcoin já anulou os ganhos de 2024 e 2025, e a tendência continua a apontar para novas quedas.
Assim, para Harmer, o suporte de curto prazo está em US$ 62.277, seguido pelo nível psicológico de US$ 60.000.
Estamos ligeiramente sobrevendidos nos gráficos diário e semanal, mas o ímpeto permanece firmemente com os vendedores. Qualquer recuperação corretiva nesta semana provavelmente será limitada perto de US$ 76.199, onde a resistência deverá se manter, a menos que os compradores consigam retomar o controle.

Portanto, o preço do Bitcoin em 24 de fevereiro de 2026 é de R$ 327.730,42. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 24 de fevereiro de 2026, são: Pipin (PIPIN), Decred (DCR) e Just (JST), com altas de 7%, 6% e 3% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 24 de fevereiro de 2026, são: Kite (KITE), Bitcoin Cash (BCH) e World Liberty Financial (WLFI), com quedas de -12%, -10% e -7% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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