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Cassio Gusson
Escrito por Cassio Gusson,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Preço do Bitcoin hoje, 10/02/2026: BTC continua abaixo de US$ 68 mil, mas analistas dizem que o 'pior já passou'

Após semana de forte estresse, BTC ensaia alívio técnico, mas segue pressionado por fluxo negativo e cautela global.

Preço do Bitcoin hoje, 10/02/2026: BTC continua abaixo de US$ 68 mil, mas analistas dizem que o 'pior já passou'
Análise

Resumo da notícia

  • Bitcoin consolida após volatilidade, mas segue abaixo de resistências

  • Fluxo negativo de US$ 2,6 bilhões reforça cautela no curto prazo

  • Analistas veem alta apenas como movimento técnico de alívio

12h15

Paulo Aragão (Economista e Host do Podcast Giro Bitcoin)

O Bitcoin começou a semana praticamente de lado, refletindo a cautela do mercado antes da divulgação de dados econômicos importantes nos Estados Unidos. Amanhã sai o relatório de emprego (NFP) e, na sexta-feira, o dado de inflação (CPI), o que faz com que muitos investidores prefiram esperar antes de assumir posições mais direcionais.

Os dados de posicionamento mostram que ainda há uma predominância de apostas na alta, o que paradoxalmente aumenta o risco de novas quedas no curto prazo. Quando o mercado fica excessivamente confiante em um lado, movimentos de correção costumam acontecer para ajustar esse desequilíbrio.

Além disso, o mercado começa a olhar com mais atenção para o desempenho das bolsas americanas, especialmente o Nasdaq. Embora ainda seja cedo para falar em uma reversão clara no setor de tecnologia, muitos investidores estão atentos a qualquer sinal de enfraquecimento mais consistente, que poderia servir como gatilho para uma nova perna de baixa no mercado cripto.

O fato é que essa fase de consolidação não deve durar muito. O Bitcoin está se aproximando de um ponto de decisão importante: ou o mercado consegue sustentar os níveis atuais e retomar a alta, ou uma quebra de suportes relevantes pode abrir espaço para um movimento mais forte de correção.

Na minha avaliação, ainda é cedo para afirmar que o fundo já ficou para trás. Um enfraquecimento mais claro das ações de tecnologia ou dados econômicos piores do que o esperado podem ser justamente o catalisador que falta para o mercado cripto passar por esse ajuste final antes de buscar uma recuperação mais sólida.

9h40

Guillerme Prado, country manager da Bitget

Apesar de o Bitcoin (BTC) negociar abaixo dos US$ 69 mil e se aproximar do limite inferior da faixa de consolidação, alguns sinais sugerem possível estabilização no curto prazo. A demanda institucional mostra leve recuperação — os ETFs spot registraram entrada de US$ 145 milhões na segunda-feira, após US$ 371 milhões na sexta. Caso esse fluxo se mantenha ou ganhe força, pode oferecer suporte ao preço e reduzir a pressão vendedora.

Por outro lado, os indicadores técnicos apontam viés mais cauteloso. O RSI diário em 32 segue em direção à zona de sobrevenda, indicando que o momentum de baixa ainda predomina. Ao mesmo tempo, o MACD apresenta cruzamento bearish, reforçando a perspectiva de continuidade da tendência descendente no curto prazo.

Se a pressão de queda continuar, o BTC pode testar níveis mais baixos, com atenção ao suporte em torno de US$ 65.520.

Em resumo, o mercado permanece em um equilíbrio delicado: fundamentos de demanda institucional fornecem suporte marginal, enquanto os sinais técnicos ainda favorecem cautela e mantêm o risco de nova perna de queda no radar.

9h15

Marco Aurélio, CIO da Vault Capital

O mercado segue lateralizado, com o Bitcoin operando entre 68k e 70k. Os índices americanos mostram recuperação após a correção da semana passada, movimento ligado ao receio dos investidores com o aumento dos investimentos em IA. Na quarta-feira, os dados de Payroll podem trazer um direcionamento mais claro para o restante da semana.

No curto prazo, o heatmap de liquidez de 24h mostra um cluster relevante na região dos 68k. A perda desse nível abre espaço para um teste do put wall em 65k. Por outro lado, se o preço conseguir se sustentar acima dos 68k, há espaço para uma tentativa de retorno à região dos 70k, nível que coincide com o gamma flip, onde a dinâmica tende a favorecer maior estabilidade acima.

A forte queda do Bitcoin na semana passada apresenta características clássicas de capitulação: movimento rápido, alto volume e realização de perdas por parte de investidores com menor convicção. Esse tipo de evento costuma limpar excessos e reequilibrar a estrutura de mercado.

Para o dia de hoje, o cenário é de compressão, sem grandes catalisadores evidentes além dos dados de vendas no varejo, que podem gerar volatilidade pontual. Seguimos atentos ao rompimento das extremidades do range atual, 68k ou 70k, lembrando que terças-feiras costumam trazer movimentos mais bruscos em uma das direções.

8h

Guilherme Nazar, vice-presidente regional da Binance para as Américas

A recente queda no mercado em várias classes de ativos, incluindo criptomoedas, causou uma preocupação compreensiva e incerteza dentro da comunidade. Quero reconhecer os desafios que muitos estão enfrentando, particularmente os investidores de varejo, que frequentemente sentem o impacto imediato das correções de preço.

É importante, no entanto, também reconhecer que a capitalização de mercado e os preços dos tokens sozinhos não refletem totalmente a saúde e o progresso do ecossistema cripto mais amplo. Embora a atividade de varejo possa experimentar uma desaceleração temporária, continuamos a observar sinais encorajadores que demonstram a resiliência e o desenvolvimento contínuo desse espaço. Isso serve como uma base robusta para a saúde do mercado a longo prazo.

Para colocar os movimentos recentes do mercado em perspectiva, vale a pena refletir sobre o notável crescimento do Bitcoin nos últimos seis anos. Em 6 de fevereiro de 2020, o Bitcoin estava cotado em aproximadamente US$ 9.600. Em 6 de fevereiro de 2026, estava em aproximadamente US$ 65.000.

Isso representa um aumento de quase 7 vezes no valor. Em comparação, o índice S&P 500 cresceu cerca de 2 vezes no mesmo período de seis anos, destacando o potencial único do Bitcoin para retornos excepcionais apesar de sua volatilidade. É por isso que muitos investidores continuam a ver o Bitcoin e os ativos digitais como uma componente atraente para carteiras diversificadas, mesmo enquanto navegamos por períodos de correção de mercado.

Tomando uma perspectiva mais ampla, as quedas de mercado são uma parte natural e esperada do ciclo das criptomoedas, assim como em classes de ativos tradicionais. O que, em última análise, molda a trajetória de longo prazo são os fundamentos subjacentes.

Estamos testemunhando uma participação institucional crescente e sustentada, liquidez robusta assistida por stablecoins, e um pano de fundo macroeconômico onde as condições de liquidez têm potencial para melhorar ao longo do tempo. Por exemplo, os ETFs à vista de Bitcoin nos EUA atualmente detêm aproximadamente 1,27 milhão de BTC, apenas modestamente abaixo do pico, apesar de uma correção de preço significativa. Isso indica que os investidores institucionais permanecem comprometidos e confiantes na proposta de valor de longo prazo dos ativos digitais.

O engajamento corporativo também permanece forte. Somente em janeiro de 2026, as empresas públicas adicionaram mais de 43.000 BTC, elevando a posse total corporativa para mais de 1,1 milhão de BTC. Isso reflete uma abordagem estratégica, de vários anos, para alocação no balanço patrimonial, em vez de movimentos reacionários baseados em flutuações de mercado de curto prazo.

Além disso, as stablecoins continuam a servir como a base da liquidez do mercado, com uma oferta próxima ao recorde histórico, superior a US$ 306 bilhões, mais do que o dobro dos níveis de 2024. Essa liquidez substancial apoia as atividades contínuas de liquidação, garantia e negociação, proporcionando estabilidade mesmo em meio aos desafios atuais do mercado.

Olhando para o futuro, a liquidez macro continuará sendo um fator crítico a ser monitorado. Caso a oferta monetária global continue a expandir-se conforme projetado, com o G4 M2* potencialmente atingindo US$ 105 trilhões até 2028, os ativos digitais poderão se beneficiar da melhoria das condições de liquidez ao longo do tempo.

Paralelamente, a tokenização e a infraestrutura on-chain continuam a avançar, com a tokenização de ativos do mundo real ultrapassando US$ 24 bilhões. Esses desenvolvimentos reforçam a visão de que os fundamentos da indústria cripto estão se fortalecendo e se acumulando através dos ciclos de mercado. Embora o ambiente atual apresente desafios, continuo otimista e confiante no potencial duradouro dos ativos digitais.

7h50

O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta terça-feira, 10/02/2026, está cotado em R$ 358.930,98. O BTC enfrentou um período de negociação lateral nas últimas 24h com uma leve alta de 0,68%, mas preso abaixo de US$ 69 mil.

O movimento observado caracteriza um alívio técnico após uma semana de forte estresse, em um contexto que segue marcado por incertezas macroeconômicas, política monetária restritiva e riscos geopolíticos elevados”, disse Sarah Uska, especialista em Cripto no Bitybank.

André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados globais seguiram o momentum positivo, com ações asiáticas avançando pela segunda sessão consecutiva, impulsionadas por um forte desempenho no Japão, onde o índice Nikkei 225 saltou mais de 2% para um novo recorde após a vitória eleitoral do primeira‑ministra Sanae Takaichi e com expectativas de estímulo fiscal.

Além disso, ele aponta que o MSCI Asia‑Pacific também subiu modestamente, enquanto futuros de ações dos EUA recuaram um pouco após recentes ganhos. O dólar se manteve próximo de mínimas mensais, em meio a pedidos de prudência por reguladores chineses que pediram cuidado na exposição a títulos dos EUA. Commodities como petróleo, ouro e prata recuaram e criptomoedas incluindo o Bitcoin também caíram levemente, refletindo o fluxo de capitais nos mercados acionários e o ajuste técnico após a volatilidade recente.

Com o Bitcoin cotado em aproximadamente US$ 70.000 a expectativa de curto prazo tende a ser neutra a levemente positiva. O otimismo renovado nos mercados de ações, especialmente no Japão, e um ambiente de dólar mais fraco favorecem um clima de risco que pode apoiar classes de ativos voláteis como o BTC no curtíssimo prazo. Sendo assim, o BTC pode continuar a consolidar em torno da faixa atual ou acompanhar parcialmente o sentimento positivo dos mercados de risco, com potencial de leve alta se o sentimento global permanecer firme e não houver choques macro inesperados.

Bitcoin análise técnica

Guilherme Fais, head de finanças da NovaDAX, afirma que do ponto de vista técnico, a perda da estrutura anterior e o alinhamento negativo das médias mantêm o viés defensivo no curto e médio prazo. O mercado tende a buscar consolidação após a liquidação recente, favorecendo um cenário de lateralização com volatilidade pontual, enquanto eventuais altas devem ser interpretadas como movimentos de alívio técnico.

No contexto macroeconômico, o BTC permanece sensível a um ambiente global mais avesso ao risco, o que limita movimentos direcionais mais fortes para ativos de maior risco no início da semana. Assim, enquanto não houver recuperação consistente de zonas técnicas relevantes e melhora do sentimento macro, o cenário-base permanece sendo de movimentos laterais com viés levemente baixista.

Já o analista e fundador da OutsetPR, Mike Ermolaev, indica que o Bitcoin enfrenta um cenário de escassez de capital novo, o que reforça as condições de mercado de baixa. Os fluxos de entrada de novos investidores se tornaram negativos, indicando que a pressão vendedora atual não está sendo absorvida por capital fresco.

No estado atual do mercado, o fluxo acumulado em 30 dias registra saída de US$ 2,6 bilhões, enquanto as quedas de preço deixam de atrair novos participantes. Diferentemente do que ocorre em períodos de alta, não há sinais dos picos históricos de entrada de capital que costumam acompanhar movimentos sustentados de valorização.

O contexto desses dados ajuda a explicar o comportamento recente do preço. Em mercados de alta, correções costumam funcionar como gatilho para a entrada acelerada de capital. Já nos estágios iniciais de mercados de baixa, a fraqueza tende a provocar retirada de recursos. As leituras atuais se assemelham a transições observadas após topos históricos, quando compradores marginais deixam o mercado e o preço passa a ser influenciado principalmente por rotações internas, e não por entradas líquidas de capital.

De acordo com ele, sem a retomada dos fluxos positivos, eventuais movimentos de alta tendem a ser apenas corretivos. Esse padrão é consistente com fases iniciais de mercados de baixa, marcadas por liquidez em contração e participação cada vez mais restrita.

Portanto, o preço do Bitcoin em 10 de fevereiro de 2026 é de R$ 358.930,98. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0027 BTC e R$ 1 compram 0,0000027 BTC.

As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 10 de fevereiro de 2026, são: Pinpin (PINPIN), Layer Zero (LZR) e Stable (STABLE), com altas de 34%, 19% e 17% respectivamente.

As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 10 de fevereiro de 2026, são: Hyperliquid (HYPE), Jupter (JUP) e Lighter (LIT), com quedas de -6%, -5% e -4% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

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Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.