A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta segunda-feira, 09/12/204, em R$ 606.277,96. O BTC começa a semana negociando lateralmente entre US$ 98 mil e US$ 102 mil, abrindo espaço para mais alta nas altcoins ao longo dos próximos dias.

Pauline Shangett, CMO da ChangeNOW, afirmou que o gráfico do BTC revela uma estrutura de alta significativa no preço do Bitcoin, sustentada por fases claras de acumulação, re-acumulação e breakout. A análise detalha os principais pontos técnicos e suas implicações futuras:

  1. Acumulação e Re-acumulação (2022-2023)
    Após a formação de um padrão de fundo com ombro-cabeça-ombro invertido (H&S), o preço do Bitcoin iniciou uma fase de acumulação em torno da faixa de US$ 15.000 a US$ 25.000. Esse período foi seguido por um breakout decisivo acima da linha de resistência, indicando o início de uma nova tendência de alta.

  2. Zona de Re-acumulação em 2024
    O preço consolidou em torno de US$ 35.000 e US$ 50.000, formando uma base robusta antes de continuar sua trajetória de alta. Essa fase confirma o interesse contínuo dos compradores, sinalizando confiança no mercado.

  3. Padrão de Alta Atual e Próximos Alvos
    O Bitcoin rompeu um padrão de bandeira de alta (bull flag) e atingiu a região de US$ 99.000, próxima à meta projetada de US$ 100.312,96 (TP1). O próximo alvo (TP2) está situado em US$ 146.001,07, representando a extensão completa da estrutura de Fibonacci.

  4. Níveis de Preço e Estratégias

    • Zona de Compra: Identificada abaixo de US$ 30.000, na fase de acumulação inicial.
    • Zona de Hold: Entre US$ 35.000 e US$ 67.500, indicando um mercado de transição.
    • Zona de Venda: Acima de US$ 75.000, com maior foco na realização de lucros próximo ao TP2.
  5. Perspectiva de Longo Prazo
    O mercado de alta continua fortalecido, com suporte em níveis-chave e a formação de padrões técnicos que sustentam uma valorização adicional. A trajetória para o TP2 parece plausível, desde que o suporte em US$ 68.922 seja mantido.

Já Fábio Plein, Diretor Regional da Coinbase para as Américas, destaca que a marca de US$100 mil do Bitcoin é o reflexo de um cenário de cada vez mais confiança na criptoeconomia impulsionado pelo otimismo de investidores e instituições financeiras.

"A valorização de 45% desde 5 de novembro foi impulsionada pelas expectativas de maior clareza regulatória com a nova administração dos EUA. Agora as atenções do mercado se voltam para a próxima reunião do Fed prevista para os dias 17 e 18 de dezembro que definirá se a taxa de juros americana terá um novo corte", disse.

Rodrigo Miranda, criador da Universidade do Bitcoin, afirma que o mercado está muito comprado no BTC, mas, por outro lado, há muitas pessoas físicas alavancadas. Então, o mercado pode, nos próximos dias, corrigir e entrar numa lateralização, numa nova acumulação para buscar os próximos alvos.

"Os próximos alvos do Bitcoin mira a casa dos US$ 124 mil. Mas pra que ele busque esse alvo o preço precisa se consolidar acima dos US$ 104 mil", apontou.

Portanto, o preço do Bitcoin em 09 de dezembro de 2024 é de R$ 606.277,96. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0016 BTC e R$ 1 compram 0,0000016 BTC.

As criptomoedas com maior alta no dia 09 de dezembro de 2024, são: Solana Swap (SOS), Floki (FLOKI) e Pepe (PEPE) com altas de 30%, 2% e 1% respectivamente.

Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 09 de dezembro de 2024, são: Gala (GALA), Vechain (VET) e Kaia (KAIA), com quedas de -11%, -9% e -8% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão