A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta terça-feira, 21/03/203, em R$ 146.936,53. Os touros conseguiram manter o Bitcoin acima de US$ 28 mil e agora aguardam a decisão do FED sobre a taxa de juros nos EUA para iniciar o próximo movimento do BTC.

Se o aumento vier em consonância com o esperado do mercado ou o FED sinalizar que é preciso salvar os bancos (tom que a instituição vem adotando) a tendência é que os touros consigam elevar o preço do BTC acima de US$ 30 mil marcado de vez o fim do bear market. Contudo se a decisão for negativa os traders devem ficar atentos ao suporte em US$ 25 mil.

"Como eu havia comentado ontem, existem 2 resistência majoritárias para o BTC, onde acredito que uma delas será um dos topos de curto prazo. A primeira, em  US$ 28.500, foi testada ontem. Caso rompa, deve ir pra US$ 31.000", disse Fernando Pereira, gerente de conteúdo da Bitget.

André Franco, especialista do MB Research do Mercado Bitcoin, também comenta que a lateralidade do mercado se deve à espera da reunião do FED que começa hoje e vai decidir a nova taxa de juros.

"O mercado está dividido entre um aumento de 0,25% ou a manutenção da taxa atual. O fato é que só depois dessa resposta veremos o mercado se movimentar mais fortemente. Nos dados on-chain tivemos a manutenção da posição dos investidores de longo prazo (LTH). No Ethereum vimos 31 mil novos ETH travados na Beacon Chain", destaca.

Portanto, o preço do Bitcoin em 21 de março de 2023 é de R$ 146.936,53.

Bitcoin contra a falência dos bancos

O analista Aaryamann Shrivastava aponta que o preço do Bitcoin conseguiu se afastar da narrativa de estar correlacionado com o mercado de ações e as condições macroeconômicas dos Estados Unidos.

"A maior criptomoeda do mundo está em alta há mais de uma semana, apesar da crise bancária em curso no país, que está perto de derrubar outro banco. A piora das condições bancárias parece estar preparando sua próxima vítima na forma do First Republic Bank. Depois do banco Silvergate, do Silicon Valley Bank e do banco Signature, o First Republic Bank pode se tornar o quarto banco a entrar em colapso se as condições atuais se mantiverem", destaca.

Ele aponta que a crise bancária tem favorecido a narrativa do Bitcoin como reserva de valor em momentos de crise e de corrida aos bancos e com isso, o valor da maior criptomoeda do mercado está se aproximando da resistência crítica em US$ 28.567, e lançar o mesmo em um piso de suporte preparará o BTC para um aumento para US$ 30.000.

"A última vez que o maior criptoativo do mundo esteve com esse preço foi há nove meses, em junho de 2022. Esse aumento sustentado no preço do Bitcoin, apesar da piora das condições macroeconômicas, imbuiu a confiança no coração dos investidores. Ao mesmo tempo, esse rali aproximou o BTC de estar livre das alegações de estar correlacionado com os mercados financeiros tradicionais. Isso restaurou seu rótulo de porto seguro , colocando-o na mesma liga que o ouro", afirma.

No entanto, segundo ele, os investidores devem estar atentos a qualquer declínio potencial antes de começar a negociar BTC, pois o criptoativo é suscetível a correções. A súbita explosão no preço levou a criptomoeda à beira de ser sobrecomprado, e um esfriamento do mercado pode ocorrer com alguma queda no preço.

O que é Bitcoin?

O que é Bitcoin? O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e a sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoins podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimo sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas razoáveis sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e corporações. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, impor taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente). Esse ledger contém todas as transações processadas. Os registros digitais das transações são combinados em "blocos". 

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um ledger público, um erro ou uma tentativa de fraude podem facilmente ser detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A autenticidade de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes às dos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

LEIA MAIS

 

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar uma decisão