A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta terça-feira, 18/02/2025, em R$ 550.451,98. O preço está em leve queda de 0,8%, muito perto de perder o suporte de US$ 95 mil que é fundamental para manter o otimismo no mercado.
Olhando para o cenário macroeconômico, Beto Fernandes, analista da Foxbit, destaca que a falta de gatilhos e o feriado nos Estados Unidos reduziram o volume de negociação, o que colocou o Bitcoin até em uma queda, mas bastante tímida, considerado quase um zero a zero.
Segundo ele, há muita especulação política ainda em torno dos mercados, e a cada dia que passa, fica mais claro que o Federal Reserve não pretende cortar os juros tão cedo. Isso acaba, então, reduzindo o apetite ao risco e influenciando no volume de compras da criptomoeda.
"Quando a gente observa o comportamento do investidor tradicional e institucional, essa aversão ao risco fica ainda mais evidente. Os ETFs de BTC viram a saída de US$ 585 milhões na semana passada. O volume é a terceira maior saída de capital desde o lançamento dos fundos.
Porém, vale uma observação: a semana negativa acontece depois de seis semanas de fluxo positivo, que somaram mais de US$ 4,9 bilhões. Ou seja, mesmo com as retiradas, o volume, de curto prazo, ainda é bem superior, sugerindo que estes saques foram mais um reajuste de posição do que necessariamente uma descrença de longo prazo", disse.
Rodrigo Miranda, criador da Universidade do Bitcoin, destaca que o BTC está em um ponto crítico, numa zona de extrema importância de suporte. Segundo o analista, o ativo está fazendo um movimento de cunha descendente.
"Então esse pode ser um movimento que possivelmente o mercado vai capturar liquidez ali na base do US$ 92 mil até US$ 90 mil para depois subir novamente. O mapa de calor de liquidação do BTC, ele está apontando bastante liquidez para baixo dos US$ 94 mil, então, possivelmente, o mercado vai capturar essa liquidez abaixo do US$ 94 a US$ 92 mil, para só depois fazer um movimento de alta.
Para nós entrarmos em um movimento de alta, ou o mercado busca a liquidez para baixo e sobe, ou ele sobe neste momento, respeita os US$ 95 mil, não perde esses US$ 95 mil e comece a trabalhar acima dos US$ 98.800. Então duas maneiras, duas formas para que o mercado entre em uma tendência de alta. Ou ele busca a liquidez abaixo de US$ 92 mil, US$ 90 mil – aí ele vai fazer um movimento natural, captura a liquidez e volta a subir – ou ele respeita esses US$ 95 mil e vai buscar o alvo e fechar acima dos US$ 98.800", disse.
Já Pedro Gutiérrez, diretor Latam da CoinEx, aponta que observando o gráfico atual do Bitcoin, é possível notar que o preço está se consolidando em torno do nível de US$ 96.330, que se alinha com o topo da nuvem Ichimoku. Esta é uma zona de suporte significativa, e o fato de o Bitcoin estar se mantendo acima desse nível sugere que a tendência de alta permanece intacta.
Para o analista, o preço também está confortavelmente acima das médias móveis de 50 e 200 dias, reforçando o sentimento positivo do mercado e indicando que a tendência ainda favorece os touros.
No curto prazo, o próximo nível de resistência está em US$ 100.000, seguido pela marca de US$ 102.000. Se o Bitcoin conseguir manter esse suporte e continuar a ver um aumento no volume, pode romper esses níveis, preparando o terreno para um possível teste da região dos US$ 105.000.
"Em última análise, a capacidade do Bitcoin de se manter acima do nível de suporte de US$ 96.330 e manter sua trajetória ascendente será crucial. Se esses fatores se alinharem positivamente, o Bitcoin pode romper os principais níveis de resistência e mirar na faixa de US$ 100.000 a US$ 102.000, continuando seu impulso de alta", destaca.
Para o analista do Cointelegraph, Rakesh Upadhyay, os ursos tentarão tomar controle ao puxar o preço para abaixo de US$ 94.000 e se conseguirem fazer isso, o par BTC/USDT poderia cair para o suporte vital em US$ 90.000.
"Espera-se que os compradores defendam esse nível ferozmente, pois uma quebra e fechamento abaixo dele completará um padrão de topo duplo. Esta configuração tem um objetivo de alvo de US$ 70.412. Contrariando essa suposição, se o preço subir e romper acima das médias móveis, isso sugerirá que os touros estão de volta ao jogo. O par poderia subir para US$ 102.500 e, posteriormente, para US$ 106.500" afirma.
Rafael Bonventi, analista da Bitget, destaca que há uma leve pressão vendedora, mas nada significativo. Nenhum suporte anterior foi rompido, e o preço ainda mantém os níveis-chave em 93.640. Caso essa sustentação continue, podemos considerar o início da onda circular 3 para cima. No entanto, para confirmar esse movimento, o preço precisa ultrapassar a máxima da última sexta-feira, situada em 98.588.
"A volatilidade pode aumentar com a abertura da nova semana de negociações nesta terça-feira. Os alvos principais para alta incluem a máxima de 3 de fevereiro, em 102.530. Por outro lado, um rompimento abaixo do suporte em 93.630 pode levar o preço à região dos 80 mil", disse.
Portanto, o preço do Bitcoin em 18 de fevereiro de 2025 é de R$ 550.451,98. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0018 BTC e R$ 1 compram 0,0000018 BTC.
As criptomoedas com maior alta no dia 18 de fevereiro de 2025, são: Maker (MKR), Tokenize Exchange (TKX) e Mantle (MNT), com altas de 11%, 8% e 7% respectivamente.
Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 18 de fevereiro de 2025, são: Telcoin (TEL), Jupter (JUP), Raydium (RAY), com quedas de -14%, -11% e -8% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão