Políticas do Bitcoin devem proteger os investidores, não

A ex-presidente da Corporação Federal de Seguros de Depósitos dos EUA (FDIC, na sigla em inglês), Sheila Bair, comentou recentemente que as políticas para o Bitcoin criadas pelos governos devem proteger os investidores em vez de "alimentar o frenesi" em torno das criptomoedas. A opinião vem no artigo op-ed de Bair publicado no Yahoo Finance nesta terça-feira.

A ex-presidente explica ainda que o Bitcoin não deve ser proibido apenas pelo fato de "aparentemente não possuir valor intrínseco".

Em seu artigo, Bair também disse que os governos devem garantir que as políticas que cobrem as moedas digitais não devem alimentar o frenesi e não devem fazer seus próprios julgamentos de valor sobre o Bitcoin.

"Em vez de fazer seus próprios julgamentos de valor sobre o Bitcoin, o que o governo deveria fazer é primeiro garantir que nossas políticas não alimentem o frenesi".

As moedas fiduciárias em circulação hoje também experimentaram a mesma situação em que se encontra o Bitcoin no momento, afirma Bair. Segundo ela, as moedas fiduciárias foram criadas pelas sociedades para atender a necessidade das pessoas de um meio de comércio e que se baseavam mais na psicologia do que em atributos físicos.

"Desde o início do comércio, os seres humanos atribuíram valor a coisas sem valor intrínseco prontamente aparente. Particularmente no caso dos meios de troca, também conhecidos como moeda, atribuímos valor simplesmente porque aqueles com quem transacionamos também o fazem".

Bair acrescentou que um governo deve se concentrar em garantir que um mercado justo e bem informado se estabeleça. Um mercado livre de fraudes, manipulação e especulação exagerada.

O show de suporte ao Bitcoin da ex-presidente da FDIC não é uma surpresa, pois atualmente ela atua como consultora independente e diretora de vários projetos Blockchain e de moeda virtual.

Suas opiniões, no entanto, ainda são notáveis devido a seu período na FDIC, uma agência que foi criada pelo Congresso dos EUA para manter a confiança financeira e estabilidade.