Receita da mineração de Bitcoin ensaia lenta recuperação após quedas de 18 meses, mostra novo relatório

As receitas de mineração de Bitcoin (BTC) começaram a subir após cair para seus níveis mais baixos em 18 meses, confirmam estatísticas no boletim informativo da indústria de criptomoedas da Diar em 4 de março.

Coroando um ano preocupante para os mineradores, fevereiro teve uma queda de receita para valores não vistos desde agosto de 2017 - quando o Bitcoin estava no início de sua mais recente corrida de touros.

A receita de mineração totalizou US$ 195 milhões em fevereiro de 2019, abaixo dos US$ 210 milhões de janeiro e uma fração dos US$ 951 milhões da alta de todos os tempos que ocorreu no auge da corrida de touros em dezembro de 2017.

“Para tornar as coisas um pouco mais difíceis, os mineradores que operam o equipamento ideal e asseguraram os preços de eletricidade no atacado tiveram suas margens brutas pressionadas, exigindo um uso massivo de hash para se manterem operantes”, acrescentou a Diar.

Como relatou o Cointelegraph, os dois últimos meses de 2018 não foram financeiramente benéficos para os mineradores. Uma repentina retração de preços de cerca de 50% nos mercados de cripto em meados de novembro gerou um caos temporário, com alertas da comunidade de mineração da China em particular de que o desempenho da rede sofreria em breve.

O mês seguinte começou a ver um retorno à forma, dificuldade de ajuste para se adequar às condições atuais e, subsequentemente, recuperar-se das perdas.

A Diar confirmou o progresso, notando também que as margens brutas para quem roda o Antminer S9 da Bitmain melhoraram em relação ao mês anterior.

Enquanto isso, a própria Bitmain sentiu o impacto da desaceleração do mercado, com o Cointelegraph reportando uma onda de baixa que implicou em perdas de emprego e saídas de algumas jurisdições.

Empresas associadas com exposição ao setor de mineração, como a fabricante de hardware Nvidia, também alertaram sobre a viabilidade das receitas devido à turbulência do mercado.