O Bitcoin (BTC) pode ter apenas dez anos, mas já está prestes a igualar à metade da vida útil da média das moedas fiduciárias — enquanto, na verdade, ele aumenta em valor.
Em média, o fiduciário morre em 27 anos
Como observou o estatístico e comentarista do Bitcoin Willy Woo em 18 de outubro, a maior criptomoeda já está na praça a cerca de 40% do tempo médio das moedas emitidas pelo governo.
Woo fazia referência a um estudo de 2018 da DollarDaze. Das 775 moedas fiduciárias passadas e presentes, os pesquisadores concluíram que a vida útil média delas é de apenas 27 anos.
A moeda fiduciária de maior duração, a libra esterlina, perdeu praticamente todo o seu valor desde seu início, com a perda do padrão-ouro em 1931 complicando mais essa situação.
“O Bitcoin já atingiu 40% da expectativa de vida da moeda fiduciária média (27 anos). A moeda fiduciária de maior sucesso perdeu 99,5% de seu valor”, resumiu Woo.
Os números contrastam com as declarações dos críticos de que o Bitcoin está enfraquecendo ou entrará em colapso.
De acordo com o recurso de monitoramento 99 Bitcoins, um total de 377 obituários de Bitcoin já surgiram desde o início dos registros. Desde seu lançamento no entanto, a cripto só ganhou valor, com sua escassez publicamente verificável garantindo a demanda.
Como o Cointelegraph costuma relatar, a alta taxa de estoque/fluxo do Bitcoin coloca seu apelo em consonância com o ouro. Ele não sofre com as armadilhas do fiduciário cuja oferta é manipulada por entidades centralizadas, como bancos centrais.
Enquanto isso, a rede estabelecerá um novo marco importante nesta semana, chegando aos 18 milhões de Bitcoins minerados, de um total potencial de 21 milhões.
As perspectivas do FMI sugerem que uma crise financeira está chegando
Os comentários de Woo chegaram na mesma semana em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu seu último alerta sobre a saúde do sistema financeiro global.
De acordo com o mais recente World Economic Outlook deste mês, o mundo está de fato em uma posição pior do que estava antes da crise financeira de 2008.
"Como os bancos centrais precisam gastar munição limitada para compensar erros de política, eles podem ter pouco quando a economia está em um ponto mais difícil", alerta o prefácio do documento.