Ávidos pelo mercado de alta, o mercado de criptomoedas seguiu correlacionado ao mercado de ações nos últimos dias, perceptível pela alta dos índices das principais bolsas ao redor do mundo, como o S&P 500, e na contramão do DXY, que mede o dólar americano frente a uma cesta de moedas consideradas fortes. O entusiasmo dos investidores de criptomoedas, no entanto, refletido pela chance de aumentos menos dolorosos na taxa de juros dos EUA, por parte do Federal Reserve (Fed), o banco central da maior economia mundial, pode não ter um “pulo de gato morto” e sim algo mais duradouro, no caso um sinal de que a reversão de preço do Bitcoin (BTC), e consequentemente o fim do inverno cripto, pode estar preste a começar, se é que já não começou.

A avaliação é do especialista em criptomoedas Diego Consimo, que, em análise ao Cointelegraph Brasil, considerou as linhas de tendência de alta (LTA) e de baixa (LTB), que são as diagonais traçadas, respectivamente, a partir de dois fundos ascendentes e de dois tops descendentes, com objetivo de monitorar, como os próprios nomes dizem, a alta o a baixa de um criptoativo. 

“O Bitcoin está muito próximo de confirmar sua reversão para dar início a um novo ciclo de alta que se estenderá até 2025, tanto indicadores técnicos como indicadores On-chain estão indicando que a confirmação de reversão está muito próxima. A LTB (linha de tendência de baixa) do RSI [índice de força relativa]] semanal foi rompida com a confirmação de um pivô de alta rompendo o nível de 50 do RSI. Todos os inícios do ciclo de alta do Bitcoin deram começara com esse rompimento semanal, além de que o indicador OBV [que relaciona mudanças no preço e volume] confirma que o volume de compra está aumentando e respeitando a LTA (linha de tendência de alta). O MACD está a um passo de iniciar a marcação de histograma positivo com a confirmação do cruzamento das medias do MACD”, disse. 

Gráfico comentado (LTB e MACD do Bitcoin). Fonte: TradingView

Entre outras considerações, Consimo, que é fundador do canal Crypto Investidor, também se debruçou sobre a Média Móvel Convergente e Divergente (MACD, na sigla em inglês) e o MVRV, que mede a relação entre o valor de mercado e o valor realizado a fim de avaliar as probabilidades de alta o de queda.

“Se analisarmos o gráfico semanal, a cunha de alta que é uma figura tipicamente de reversão foi rompida com o teste dos U$21.300, além disso em U$22.200 está a LTB histórica que vem do topo e se o preço romper essa região entrará muito volume de compra levando o Bitcoin ao teste dos U$25.000 com grandes chances de romper rumo a sua maior resistência em U$35.000. A EMA9 [média móvel exponencial de nove períodos]  está cruzando a MA21 no semanal, esse mesmo tipo de cruzamento ocorreu em todos os fundos do Bitcoin dando início ao ciclo de alta”, completou. 

MVRV do Bitcoin. Fonte: Look Into Bitcoin

O especialista disse ainda que com os dados on-chain estão prestes a confirmar o início de uma nova tendência porque o MVRV está quase rompendo sua zona de acumulação em verde. Segundo ele, nos ciclos anteriores, o mesmo comportamento resultou no início de um novo ciclo de alta do Bitcoin.

Quem não gostou da reação do BTC nos últimos dias foram os ursos que caíram na tocaia da alta e acabaram liquidados em US$ 157 milhões em 24 horas enquanto 10 criptomoedas de baixa capitalização eram cobiçadas pelas maiores baleias da Ethereum e cinco altcoins da rede Solana disparavam até 186% em sete dias, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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