Taxa de hash do Bitcoin não foi afetada por inundações que derrubaram mineradoras na China

A taxa de hash da rede Bitcoin (BTC) permanece próxima a altas de todos os tempos, apesar da recente turbulência na China, com inundações assolam os operadores de mineração.

Fazenda de mineração Bitcoin "devastada"

Como reportaram diversos usuários do Twitter em 20 de agosto, a estação chuvosa na província de Sichuan, no noroeste da China, representou um desastre para pelo menos uma fazenda de mineração de Bitcoin.

De acordo com a pool de mineração de criptomoedas Poolin, o quarto maior pool ativo na rede Bitcoin, as inundações destruíram completamente a fazenda - levando os funcionários a ter que resgatar equipamentos da lama deixada pelas enchentes.

"Uma fazenda de mineração local com sede em Sichuan, na China, foi devastada pelas recentes fortes chuvas na região", disseram autoridades no Twitter.

Red Li, cofundador da empresa de cripto 8btc, focada na China, acrescentou mais provas com fotos das inundações, enquanto observa que os eventos não afetaram o desempenho da rede Bitcoin.

"Parece que o hashrate não foi muito afetado", resumiu ele. Outra conta no Twitter alega que a Bitmain, gigante da mineração, também não foi afetada.

Leves, se comparadas às enchentes de 2018

Como o Cointelegraph relatou, em julho de 2018, o desempenho do Bitcoin caiu drasticamente quando grandes enchentes afetaram os hardwares de mineração. Como os mineradores ficaram off-line, a atividade diminuiu em compasso com o preço do Bitcoin, provocando uma queda que, em seu nível mais baixo, chegou a US$ 3.100.

Desde então, houve um renascimento no retorno à competição, com a taxa de hash - o número de cálculos que certa rede pode executar por segundo - tem consistentemente batido recordes ao longo de 2019.

De acordo com os dados do recurso de monitoramento BitInfoCharts, a taxa de hash ficou em 79 quintilhões de hashes por segundo na quarta-feira, com o comentarista Max Keiser prevendo uma reação no preço como resultado.