A maior criptomoeda do mundo, o Bitcoin (BTC), registrou um forte crescimento no último mês em relação ao dólar, deixando para trás todas as principais moedas fiduciárias do mundo.

A alta do Bitcoin nos últimos 30 dias foi de expressivos 56%. Não foi um mês morno para a criptomoeda, que venceu sua máxima anterior em US$ 20.000 e chegou a bater US$ 42.000, antes de se consolidar na faixa atual, acima de US$ 35.000.

Índice BTC/USD nos últimos 30 dias. Fonte: Cointelegraph Markets

Segundo um tweet do The Spectator Index, o Bitcoin superou e muito o comportamento das moedas nacionais, lideradas pela Turquia, onde a lira turca cresceu 2,9% em um mês. 

A diferença de valorização entre o BTC e as moedas nacionais deixa claro o abismo entre os dois mercados, além de reafirmar a posição do Bitcoin como ativo de proteção econômica e investimento.

Índice do Dólar Americano (DXY). Fonte: Investing.com

O Índice do Dólar Americano (DXY) também nos ajuda a compreender melhor o último mês. O índice mostra desvalorização de 0,29% do dólar nos últimos 30 dias, entre altos e baixos. Atualmente, o índice, que vai de 0-100 está em 90,50, com picos de quase 91 no período, segundo dados da Investing.com.

Apesar da desvalorização do dólar, moedas nacionais como as do Brasil e da Argentina seguem na lanterna global e continuam enfraquecendo. O real perdeu mais 2,5% no último mês e o peso 3,7%.

A comparação pode até ser descabida, já que as moedas nacionais baseiam-se estabilidade e crescimento sustentado. Porém, serve para comparar o Bitcoin, que não deixa de ser uma moeda paga transferências e pagamentos, com outros ativos. O ouro, maior concorrente do Bitcoin fora da criptoesfera, também perdeu valor no último mês. O metal precioso foi de US$ 1.896 para US$ 1.842 a onça, queda de 2,84%.

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