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Amin Haqshanas
Escrito por Amin Haqshanas,Redator
Bryan O'Shea
Revisado por Bryan O'Shea,Editor da Equipe

Binance nega reportagem sobre violações de sanções ligadas ao Irã e demissões de investigadores

A Binance afirmou que uma revisão interna com assessoria jurídica externa não identificou violações de sanções e que a empresa continua cumprindo suas obrigações regulatórias sob monitoramento e supervisão.

Binance nega reportagem sobre violações de sanções ligadas ao Irã e demissões de investigadores
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A exchange de criptomoedas Binance rebateu uma reportagem recente da Fortune, rejeitando alegações de que teria facilitado transações que violaram sanções ligadas ao Irã e demitido investigadores de compliance que levantaram preocupações.

A Fortune informou na sexta-feira que investigadores internos da Binance descobriram mais de US$ 1 bilhão em transferências vinculadas a entidades iranianas que passaram pela plataforma entre março de 2024 e agosto de 2025. As transações teriam envolvido a stablecoin USDt (USDT), emitida pela Tether, na blockchain Tron.

Citando fontes não identificadas, a reportagem afirmou que pelo menos cinco investigadores, vários com histórico em forças de segurança, foram posteriormente demitidos após documentarem a atividade. O veículo também relatou que outros membros seniores da equipe de compliance deixaram a empresa nos últimos meses.

A Binance contestou a caracterização em uma resposta formal. “Isso é categoricamente falso. Nenhum investigador foi demitido por levantar preocupações de compliance ou por relatar potenciais questões de sanções, pois não há violações”, escreveu a exchange em um e-mail compartilhado pelo CEO Richard Teng.

Resposta da Binance à reportagem da Fortune. Fonte: Richard Teng

Binance nega violações de sanções após revisão interna

A Binance afirmou que realizou uma revisão interna completa com assessoria jurídica externa e não encontrou evidências de que tenha violado leis de sanções aplicáveis em relação às atividades mencionadas. A empresa também rejeitou a sugestão de que tenha deixado de cumprir suas obrigações regulatórias sob supervisão contínua.

A disputa ocorre enquanto a Binance permanece sob maior escrutínio desde o acordo firmado em 2023 com autoridades dos EUA, no qual concordou em pagar US$ 4,3 bilhões por violações relacionadas a normas de combate à lavagem de dinheiro (AML) e sanções. O fundador Changpeng Zhao deixou o cargo de CEO e posteriormente cumpriu uma pena de quatro meses de prisão. A Binance também concordou em ser monitorada e prometeu reforçar seus controles de compliance.

A Binance negou alegações de que esteja descumprindo obrigações regulatórias, afirmando que continua cooperando sob os requisitos de monitoramento e supervisão. “O artigo sugere que a Binance está ‘voltando atrás’ em suas obrigações regulatórias. Essa afirmação é falsa”, disse a exchange.

A Binance confirmou ao Cointelegraph o recebimento do pedido de comentário, mas não havia respondido até o momento da publicação.

Relatório do FT questiona controles de compliance da Binance

Uma reportagem de dezembro do Financial Times também alegou que a Binance permitiu que um grupo de contas suspeitas movimentasse quantias significativas na exchange mesmo após seu acordo criminal nos EUA em 2023. Dados internos analisados pelo veículo mostraram que 13 dessas contas de usuários registraram cerca de US$ 1,7 bilhão em transações desde 2021, incluindo aproximadamente US$ 144 milhões após o acordo judicial.

“Levamos o compliance a sério e rejeitamos a forma como a reportagem do Financial Times foi apresentada”, disse um porta-voz da Binance ao Cointelegraph na época, acrescentando que todas as transações são avaliadas “com base nas informações disponíveis no momento” e que nenhuma das carteiras mencionadas estava sancionada quando ocorreram as atividades citadas.

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