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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Avanço da TradFi sobre stablecoins deve catapultar criptomoedas em 2026, avalia Binance

Exchange vê cenário macroeconômico favorável e aponta três vetores para o avanço do mercado de criptomoedas ao longo do ano.

Avanço da TradFi sobre stablecoins deve catapultar criptomoedas em 2026, avalia Binance
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Resumo da notícia:

  • Três vetores devem ocupar espaço central para o ciclo do mercado de criptomoedas em 2026.

  • Ano será marcado por maior aproximação entre as finanças tradicionais (TradFi) e a blockchain.

  • Stablecoins devem avançar para fintechs, pagamentos internacionais, liquidação entre empresas e gestão de caixa corporativa.

  • Bitcoin é incorporado a estratégias de alocação institucional e portfólios diversificados.

A Binance divulgou esta semana um relatório com as principais perspectivas para o mercado de criptomoedas em 2026, ano com potencial decisivo para a consolidação do setor na economia global.

O estudo da Binance Research, braço de pesquisa da exchange de criptomoedas, apontou três vetores que devem ocupar espaço central para o ciclo de 2026 do mercado de criptomoedas: avanço regulatório em grandes mercados, crescimento das stablecoins como infraestrutura de pagamentos e liquidação financeira, e aumento da participação institucional em produtos e aplicações baseadas em blockchain.

TradFi abraça criptomoedas

Segundo o relatório, 2026 será marcado por maior aproximação entre as finanças tradicionais (TradFi) e a blockchain, tecnologia que suporta as criptomoedas. Para a exchange, o ambiente macroeconômico pode se tornar mais favorável ao risco ao longo de 2026, combinando possível flexibilização monetária, estímulos fiscais e maior previsibilidade regulatória. Historicamente sensível à liquidez global, o mercado cripto tende a se beneficiar deste cenário, especialmente em aplicações ligadas a pagamentos, gestão de caixa, liquidação internacional e produtos financeiros digitais.

A Binance Research destacou que o ciclo das criptomoedas esse ano tende a ser menos guiado por especulação e mais pela adoção prática da tecnologia, com soluções integradas a fluxos financeiros já existentes. De acordo com o relatório, a expansão do mercado deve ocorrer, sobretudo, em áreas onde o blockchain atua como infraestrutura, ao reduzir custos, ampliando eficiência e permitindo liquidações mais rápidas e globais.

Stablecoins na economia real

O relatório indicou que as stablecoins foram o segmento que mais avançou em direção ao uso mainstream em 2025. A capitalização total desses ativos cresceu quase 50% no ano, ultrapassando US$ 305 bilhões. O volume diário médio de transações atingiu cerca de US$ 3,5 trilhões, enquanto o volume anual chegou a US$ 33 trilhões, um patamar superior ao de grandes redes globais de pagamento.

Seis novas stablecoins ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão em valor de mercado em 2025. Fonte: Reprodução/Binance.

Para 2026, a expectativa da Binance é de expansão ainda maior, com stablecoins sendo utilizadas não apenas dentro do ecossistema cripto, mas também em fintechs, pagamentos internacionais, liquidação entre empresas e gestão de caixa corporativa. Nesse caso, o relatório destacou ainda o avanço regulatório, especialmente nos Estados Unidos, como um fator-chave para ampliar a confiança institucional e permitir a entrada de novos emissores e modelos de negócio.

Bitcoin sentado à janela

Outro destaque do estudo é o papel crescente do Bitcoin (BTC) como ativo macroeconômico. Em 2025, o BTC manteve dominância entre 58% e 60% do mercado cripto e encerrou o ano com capitalização próxima a US$ 1,8 trilhão, reforçando seu status como o principal ativo digital do setor.

ETFs spot de Bitcoin atraíram mais de US$ 21,3 bilhões em entradas líquidas em 2025. Fonte: Reprodução/Binance.

A demanda, segundo a Binance Research, passou a fluir cada vez mais por canais regulados. Os fundos negociados em bolsa (ETFs) à vista (spot) de Bitcoin nos Estados Unidos registraram mais de US$ 21 bilhões em entradas líquidas ao longo do ano, enquanto as reservas corporativas ultrapassaram 1,1 milhão de BTC — o equivalente a cerca de 5,5% da oferta total. Esse movimento indica que o Bitcoin vem sendo progressivamente incorporado a estratégias de alocação institucional e portfólios diversificados, aproximando-se do comportamento de outros ativos macro globais.

Amadurecimento vindo de 2025

Apesar de um ano marcado por volatilidade e incertezas macroeconômicas, 2025 foi descrito pela Binance Research como um período de avanços estruturais. A capitalização total do mercado cripto superou US$ 4 trilhões pela primeira vez, mesmo em um ambiente impactado por política monetária restritiva, tensões geopolíticas e ruídos fiscais.

Para os analistas, o descolamento entre oscilações de preço e evolução estrutural — em regulação, infraestrutura e adoção — é um sinal claro de amadurecimento do setor. Em 2026, o mercado de criptoativos entra em uma nova fase, mais conectado à economia real, com crescimento sustentado por uso recorrente, integração institucional e soluções compatíveis com marcos regulatórios, segundo o relatório.

Segundo o documento, a próxima etapa do setor deve favorecer aplicações escaláveis, capazes de atender tanto usuários individuais quanto empresas, consolidando os criptoativos como parte consolidada da arquitetura financeira global.

Em seu relatório mensal a Binance também avaliou que o Bitcoin tem chance de recuperar perdas para o ouro, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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