A Binance Charity, braço filantrópico da Binance, anunciou uma parceria com o Instituto Ruas, liderado pelo Padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua, para oferecer inclusão digital e financeira a pessoas em situação de rua em São Paulo.

A iniciativa permitirá doações para projetos sociais por meio de criptomoedas e ajudará na construção de um centro digital com acesso gratuito à internet e computadores para essa população.

"A sociedade talvez não perceba o quanto a exclusão digital pode ser um grande problema para pessoas em situação de rua. Isso é um limitador em muitos aspectos, já que a vida agora é totalmente digital para todos.

Por exemplo, a população excluída digitalmente tem dificuldade em preencher formulários, como para se candidatar a um emprego ou receber apoio financeiro em um programa social, que muitas vezes exigem envio online ou pelo menos uma mensagem pelo celular. A população excluída digitalmente também se torna excluída financeiramente", afirmou Padre Júlio, que lidera diversos programas de caridade em São Paulo.

Um estudo do Centro de Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que cerca de 23% dos brasileiros das classes D e E, as mais pobres do país, foram impedidos de acessar e solicitar auxílio público durante a pandemia de Covid-19 devido à exclusão digital, que variou desde acesso limitado à internet, celulares e computadores, até falta de habilidades para lidar com dispositivos digitais.

As pessoas em situação de rua, mais vulneráveis, foram ainda mais prejudicadas, e a falta de centros digitais públicos resultou em perda de conexão com a família e os amigos.

A Binance apoiará o Instituto Ruas na construção de um espaço dedicado ao acesso gratuito a computadores e telefones celulares para a população em situação de rua por meio de uma doação em criptomoedas. A meta é arrecadar US$ 50 mil e a Binance já iniciou com uma doação de US$ 20 mil dólares, 40% da meta, o que já viabiliza o início do projeto. 

Esse centro digital também oferecerá aulas de informática para as pessoas auxiliadas pelos projetos liderados pelo Instituto, a fim de fornecer a elas conhecimentos básicos para se candidatarem a empregos. O centro será construído na sede do Instituto Ruas, no bairro da Móoca, em São Paulo. 

Binance

Além disso, a parceria permitirá que pessoas interessadas em ajudar a causa e apoiar o Instituto Ruas façam doações em criptomoedas no site da Binance Charity. As doações podem ser feitas internacionalmente, diretamente na conta do Instituto Ruas, e a Binance não vai cobrar nenhuma taxa sobre estas transações.

"A tecnologia blockchain e criptomoedas são ferramentas poderosas para inclusão social e financeira, e podem contribuir imensamente para transformar vidas e melhorar o bem-estar das pessoas. A Binance promove a liberdade financeira e capacita as pessoas por meio dessa tecnologia em todo o mundo, e nos países em desenvolvimento os impactos são ainda mais impressionantes", afirmou Guilherme Nazar, diretor-geral da Binance no Brasil.

Os ativos digitais revolucionaram a forma como interagimos com o dinheiro. Mas a utilidade dessa tecnologia não se limita a investimentos e pagamentos online. As criptomoedas e a blockchain resolvem alguns dos maiores desafios quando se trata de caridade.

A eficiência é um deles: o dinheiro precisa chegar rapidamente às pessoas em extrema necessidade, quando se trata de crises humanitárias ou desastres naturais. As doações com criptomoedas são em tempo real, de baixo custo e não possuem fronteiras.

"A exclusão digital não é apenas um desafio; é uma barreira que impede as pessoas de acessar oportunidades e apoio. Na Binance Charity, estamos trabalhando para diminuir essa lacuna digital e criar um futuro mais inclusivo para todos. Ao abraçarmos a Web3 e educarmos sobre sua utilidade no mundo real, podemos usá-la para melhorar a vida de pessoas vulneráveis e desfavorecidas em todos os lugares", comenta Helen Hai, chefe da Binance Charity.

No Brasil, a Binance Charity anunciou em setembro do ano passado uma parceria com a Women in Tech® para oferecer cursos educacionais de blockchain para 2.800 mulheres de comunidades vulneráveis no Brasil e na África.

O projeto piloto de seis meses tem como objetivo capacitar as mulheres com conhecimento e habilidades para prosperar em um futuro Web3, com os primeiros cursos ocorrendo no Rio de Janeiro e na Cidade do Cabo, África do Sul.

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