O Bitcoin teve sua pior semana desde março de 2020, o mês que levou a maior criptomoeda à quinta-feira sangrenta no ano passado.
Com uma alta consistente desde outubro do ano passado, o Bitcoin teve forte correção depois de bater em US$ 58.000 em 21 de fevereiro. Desde então, a moeda chegou a ser negociada abaixo de US$ 46.000 e agora mantém um suporte em US$ 47.000.
Muitos fatores podem ter desencadeado a queda da maior criptomoeda, entre eles o enorme muro de vendas que se formou justamente no nível de US$ 58 mil. Porém, um deles foi o novamente o fator Elon Musk. O empresário sul-africano dono da Tesla nesta semana criticou os preços do BTC e do ETH, que estariam "caros" e provocou o "gold bug" Peter Schiff, levando a uma reação imediata do mercado.
Curiosamente, nesta semana uma baleia da Era Satoshi moveu 100 BTC (US$ 4,7 milhões) pela primeira vez desde 2010.
Por sua vez, o Ether, que buscava um patamar histórico em US$ 2.000, perdeu 25% de valor e hoje é negociado a US$ 1.480. Os analistas agora tentam prever se o rali de alta para o criptomercado pode continuar ou se podemos entrar em um mercado de baixa.
Apesar da queda, parte das moedas valorizou na semana. Na matéria mais lida do Cointelegraph Brasil, listamos 5 criptomoedas que valorizaram mais do que o BTC.
Lucros dos bancos brasileiros
Nesta semana, a crise econômica brasileira deu amostras reais de sua dimensão ao derrubar um dos índices mais saudáveis das últimas décadas no Brasil. O lucro dos 4 maiores bancos do Brasil teve a maior queda desde o ano 2000.
A Receita Federal também divulgou novas regras para o imposto de renda e desenvolveu um código exclusivo para o BTC e outras criptomoedas.
O token MCO2, lastreado em crédito de carbono, anunciou a distribuição de R$ 5 milhões em criptomoedas em seu programa de liquidez.
A processadora de pagamentos online PagSeguro anunciou sua entrada no mercado de criptomoedas ao oferecer investimentos no fundo da gestora brasileira Hashdex através de seu braço de investimentos financeiros.
Nos Estados Unidos, a maior exchange de criptomoedas, a Coinbase, prepara-se para abrir capital na bolsa de valores. A avaliação inicial da exchange já é maior do que grandes bancos brasileiros como Itaú, Bradesco e até o espanhol Santander.