O mês de fevereiro foi de grandes emoções para o mercado de Bitcoin e de criptomoedas. O mês começou com um enorme buy-in de BTC pela Tesla, que comprou US$ 1,5 bilhão em Bitcoin em 8 de fevereiro.
A compra pela gigante automobilística levou a criptomoeda a um rali histórico, que só parou em US$ 58.000, valor atingido no dia 21 de fevereiro. Na última semana de fevereiro, o BTC passou a corrigir, levando consigo quase todas as criptomoedas.
Apesar da correção, a maior criptomoeda fechou o mês com boa valorização, 42%, passando de US$ 33.000 no primeiro dia do mês para US$ 46.000 no dia 28.
Além da Tesla, também foi notícia a entrada de grandes processadoras de pagamentos no mercado de criptomoedas: a Visa e a Mastercard.
O Ether, maior altcoin, vinha em um grande rali de alta desde 2020 e corrigiu 25% em um dia, voltando ao patamar de US$ 1.500. A criptomoeda agora busca retomar o caminho do preço histórico de US$ 2.000, sua maior resistência no curto prazo.
Depois de um mês de crescimento em fevereiro, os analistas lembraram que o mês de março é historicamente ruim para o criptomercado.
Apesar disso, alguns fatores podem impulsionar as criptomoedas, aproveitando a tendência de fevereiro: a recuperação dos mercados DeFi e a explosão dos mercados de NFT, que atingiram o mainstream com o lançamento da plataforma NBA Top Shot, no fim do mês passado.
O Cointelegraph agora reúne as 5 melhores matérias de fevereiro para relembrar os leitores do que aconteceu de mais importante no segundo mês de 2021.
#1 - Saldo Zero na Binance
A forte correção do dia 21 de fevereiro ativou uma montanha de stop losses nas exchanges ao redor do mundo, levando a instabilidade nas principais plataformas de exchanges, nacionais e globais.
Quem sofreu bastante com a instabilidade foi a plataforma da Binance, que durante todo aquele dia mostrou saldo zero para grande parte dos traders. A exchange, considerada a maior do mundo, recebeu uma série de críticas, mas conseguiu restabelecer o funcionamento da plataforma no fim do mesmo dia, sem mais prejuízos para os investidores.
#2 - Compre Bitcoin aos poucos e se aposente em 10 anos
A segunda matéria mais lida do Cointelegraph no mês trouxe um dos grandes sonhos de todos os investidores: a sonhada aposentadoria.
Segundo o investidor Scott Melker, o Bitcoin pode ser o caminho mais curto para a aposentadoria dos HODLers. Ele recomendou aos seus seguidores que substituam o dinheiro gasto em cafés em redes como a Starbucks por pequenas compras em Bitcoin em garantiu: "Em 10 anos, você estará a caminho da aposentadoria".
#3 - 90% dos traders de criptomoedas vão perder dinheiro
O investimento em criptomoedas voltou a ser assunto, especialmente para os traders com "mãos mais fracas" ou que buscam grandes lucros no curto prazo.
O mercado de alta que se estende desde a metade de 2020 não entusiasmou um especialista do mercado, que fez um alerta para quem quer entrar no mercado cripto para grandes lucros no curto prazo: "90% dos traders de criptomoedas vão perder dinheiro", lembrou ele.
#4 - Ilusões do day trading
Uma das práticas que viraram moda entre os investidores pessoa física do mercado financeiro, o day trading segue iludindo muitas pessoas.
Ao longo de 2020, o Cointelegraph Brasil já havia alertado que a vasta maioria de investidores que apostam em virar day traders acaba perdendo - muito - dinheiro. E neste mês o assunto voltou às manchetes.
Um analista financeiro fez um novo alerta aos investidores que buscam gurus no mercado financeiro, especialmente aqueles que posam de day traders de sucesso: "Quem faz dinheiro com day trade são as corretoras e os vendedores de cursos".
A FGV também fez um estudo sobre a prática de day trading, ressaltando o pouco rendimento entre investidores deste tipo. Apesar disso, a pesquisa revelou que o day trader mais rentável do país na última década conseguiu faturar em média R$ 50.000 por mês.
#5 - Moedas que subiram mais do que o Bitcoin
Seja durante os ralis de alta ou durante as correções, o mercado de criptomoedas nunca se resume totalmente ao Bitcoin. Por isso, não custa ficar alerta aos movimentos de outras moedas importantes, que podem quebrar a correlação com o Bitcoin na baixa e proteger os investidores da volatilidade, comum neste mercado.
A quinta matéria mais lida do Cointelegraph Brasil em fevereiro apontou cinco criptomoedas que superaram o Bitcoin em rendimento e cresceram expresssivamente, com valorização de até 324%.
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