Bielorrússia lança plataforma de negociação que permite aos clientes comprar valores mobiliários tokenizados

A Bielorrússia lançou uma plataforma de negociação que permite que os clientes comprem versões tokenizadas de ações, ouro e outros ativos tradicionais, conforme informado pela Reuters em 15 de janeiro.

O projeto é supostamente apoiado por duas empresas, Larnabel Ventures e VP Capital. Segundo a Reuters, o governo da Bielorrússia ainda não comentou sobre o lançamento da plataforma, mas ele foi coberto pela agência estatal de notícias BelTa.

A plataforma permitirá que os traders comprem ações, metais preciosos, divisas estrangeiras e outros ativos tradicionais da Bielorrússia, bem como de outros países, com criptomoedas.

Desde seu lançamento, a plataforma anunciou 150 tipos diferentes de tokens, cada um correspondendo a um instrumento financeiro tradicional. A empresa espera aumentar esse número para 10.000.

De acordo com o artigo da Reuters, o governo da Bielorrússia isentou as transações com títulos tokenizados até 2023. No entanto, ao se registrar na nova plataforma, os comerciantes terão que passar por um procedimento de verificação de processo antilavagem de dinheiro (AML).

A Reuters informou que a plataforma recebeu 2.000 pedidos de registro nas primeiras duas horas do lançamento.

Em novembro de 2018, a Belarus High-Technologies Park, uma zona econômica especial nacional dedicada à indústria de TI, estabeleceu as regras para a operação do mercado de criptomoedas no país.

No início de maio, o ministro das Comunicações e Informatização do país, Sergey Popkov, disse que as tecnologias digitais são uma prioridade para a Bielorrússia, devido a sua capacidade de transformar a economia, a administração pública e os serviços sociais.

Em 3 de janeiro de 2019, a plataforma de comércio da Estônia DX Exchange anunciou um produto similar ao que foi lançado pela Bielorrússia. Ele supostamente permite que usuários de criptomoedas comprem tokens que são apoiados por ações de várias grandes empresas, incluindo Google, Facebook e Amazon.