A tecnologia blockchain e os ativos digitais oferecem às pessoas a capacidade de armazenar seus próprios ativos, possivelmente ameaçando as soluções que os bancos oferecem. Garantir que os bancos permaneçam relevantes não está na lista de tarefas do banco central da Inglaterra, no entanto, de acordo com o vice-governador do Banco da Inglaterra, Jon Cunliffe.
“Nosso trabalho não é proteger os modelos de negócios dos bancos”, disse Cunliffe, conforme noticiou a Reuters na sexta-feira. “Os bancos terão que se adequar”, acrescentou ele. “Nosso trabalho é garantir que, se os modelos de negócios dos bancos mudarem, administremos as consequências financeiras e macroeconômicas disso”.
Cunliffe lembrou que não é responsabilidade do Banco da Inglaterra garantir que os negócios bancários convencionais permaneçam relevantes. As moedas digitais do banco central, ou CBDCs, representam uma ameaça às soluções que os bancos comerciais fornecem, eliminando-os como intermediários. As criptomoedas, de forma mais ampla, apresenta aos usuários a opção de autocustódia, o que desafia os bancos, ainda que os bancos funcionem com moeda fiduciária.
A China parece liderar a corrida das CBDCs no momento, já testando seu yuan digital. CBDCs têm implicações de longo alcance. “Eles precisam acelerar a agenda política muito rápido antes que o lado político descubra que há desenvolvimentos no setor privado que realmente não se enquadram nas suas políticas”, disse Cunliffe, o que implica que os governos em todo o mundo devem priorizar as conversas em torno desses ativos devido a as mudanças que eles podem trazer.
Comparando outras nações correndo em direção à linha de chegada do CBDC, os principais reguladores financeiros dos Estados Unidos negaram a necessidade de serem os pioneiros.
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