Serey Chea, presidente assistente do Banco Nacional do Camboja, disse que os pagamentos na blockchain permitirão maior controle financeiro e eficiência de remessa em uma entrevista à CNBC publicada em 22 de outubro.

Chea disse que o Banco Nacional do Camboja experimentou pagamentos domésticos na blockchain para o varejo, mas o principal interesse é testá-los para transações transfronteiriças. Ela observou que a instituição tem colaborado com o banco malaio Maybank.

Já foi relatado recentemente que o Maybank assinou um memorando de entendimento com o Banco Nacional do Camboja sobre pagamentos e remessas internacionais de blockchain, embora os detalhes da parceria não tenham sido revelados à época.

Redução das taxas para trabalhadores domésticos no exterior

Ela também explicou que muitos trabalhadores domésticos cambojanos residem na Malásia e a taxa aplicada às transferências de dinheiro que esses trabalhadores mandam para casa é geralmente de pelo menos 10%.

O objetivo do projeto é permitir taxas muito mais baixas, além de permitir que as remessas sejam realizadas em tempo real.

Além disso, ela explicou que o sistema também permitiria que esses trabalhadores enviassem o dinheiro diretamente para empresas de serviços públicos, escolas e similares do Camboja. A intenção é permitir um maior controle sobre o dinheiro, em vez de depender do beneficiário da transferência para gastar o dinheiro, conforme recomendado.

Como o Cointelegraph relatou em julho, o UnionBank, nas Filipinas, concluiu com êxito um projeto piloto de uma remessa transfronteiriça baseada em blockchain das Filipinas para Cingapura.