Os principais bancos do Brasil, como Bradesco, Itaú, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander, entre outros, anunciaram em 16 de março que suspenderem o pagamento das dívidas de seus clientes e prorrogaram, automaticamente, o prazo por mais 60 dias, como forma de estimular a economia nacional fragilizada pelo Coronavírus.
O anúncio foi feito por meio de uma nota oficial publicada pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) e destaca que a medida é válida para clientes pessoa física, micro e pequenas empresas e ressalta que a suspensão do pagamento não significa um 'perdão' da dívida, mas um prazo maior que os clientes das instituições financeiras.
"(os associados da Febraban) sensíveis ao momento de preocupação dos brasileiros com a doença provocada pelo novo Coronavírus, vêm discutindo propostas para amenizar os efeitos negativos dessa pandemia no emprego e na renda. Entendem que se trata de um choque profundo, mas de natureza essencialmente transitória.
Os bancos estão engajados em continuar colaborando com o País com medidas de estímulo à economia. Nesse sentido, os cinco maiores bancos associados, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú Unibanco e Santander estão abertos e comprometidos em atender pedidos de prorrogação, por 60 dias, dos vencimentos de dívidas de Clientes Pessoas Físicas e Micro e Pequenas empresas para os contratos vigentes em dia e limitados aos valores já utilizados", destacou a publicação.
A instituição não esclareceu como fica a situação de clientes que têm empréstimos que são abatidos diretamente da conta corrente ou consignados que são descontados direto em folha de pagamento, contudo, a medida também deve impactar estes produtos.
Um pouco mais cedo, como anunciou o Cointelegraph, a Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM) anunciou uma série de medidas para conter o avanço do Coronavírus, entre elas quarentena e trabalho remoto para um grupo de funcionários.
O impacto do avanço do Coronavírus no mundo vem sendo sentido em todo o mercado financeiro global, inclusive no Bitcoin, considerado um ativo não correlacionado e que estaria 'seguro' contra crises mundiais. Porém, isso não foi sentido no atual momento e o BTC já recuou mais de 45% desde que o vírus começou a disseminar fora da China. No momento da escrita, o BTC está sendo negociado acima de US$ 5 mil com devalorização de 5%.