Um comunicado à imprensa do banco Raiffeisen Bank International A.G., o maior banco da Áustria, anunciou o lançamento uma solução baseada em blockchain para realização de transferência de moeda nacional digitalizada de ponta a ponta em parceria com uma empresa focada em blockchain chamada Billon.

O piloto opera como parte da plataforma de tokenização do banco, chamada RBI Coin, e deve ser lançado até o final do ano.

O principal uso de tecnologias baseadas em blockchain está diretamente ligado ao mercado bancário, que tem demonstrado ano a ano seu interesse pela tecnologia.

“A Billon é um ótimo exemplo de uma fintech que entende como adaptar o blockchain para atender às necessidades dos bancos e de seus clientes. Especificamente, durante a situação do COVID-19, os bancos precisam fazer parceria com as fintechs para inovar mais rapidamente e ajudar os clientes nas necessidades de processamento de pagamentos e liquidez”, disse Stefan Andjelic, líder de hub da Blockchain no Raiffeisen Bank International.

Segundo o Banco de Compensações Internacionais (BIS), a demanda por soluções e inovações no setor bancário serão escalonadas daqui para frente, também devido às demandas por trabalho remoto por conta da pandemia.

Em meio à disseminação da pandemia do COVID-19, os governos mundiais e os bancos centrais devem se concentrar no lançamento de Moedas Digitais Emitidas por Banco Centrais (CBDCs), sugeriu um relatório do BIS.

Ao usar moedas digitais, as pessoas podem evitar dinheiro, ou terminais de cartão de créditos - que podem transmitir o novo vírus.

Segundo a IDC, no final de 2019, os gastos em soluções blockchain: serviços bancários, de valores mobiliários e de investimento e indústrias de seguros foi investido um total combinado de US$ 296,3 milhões; enquanto o setor de manufatura e recursos industriais investiu US$ 91,7 milhões. 

Estima-se que o setor de distribuição e serviços liderado pelas indústrias de varejo e serviços profissionais tenha investido US$ 89,4 milhões; e o setor de infraestrutura apresentou crescimento mais rápido (81,2%), seguido pelo setor público (73,6%) no período de previsão.

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