A empresa Take recebeu o maior investimento da rodada ‘Séries A’ do Brasil, após angariar US$ 100 milhões do Warburg Pincus. Voltada para o relacionamento com clientes através de aplicativos de conversação, a Take foi criada ainda em 1.999.

Com o aporte de US$ 100 milhões, a empresa brasileira que conseguiu o investimento estrangeiro pretende desenvolver um algoritmo de inteligência voltado para atendimentos através do call center.

Assim, além de conversar com usuários pelo WhatsApp utilizando inteligência artificial, a Take terá um serviço otimizado de call center, que pode gerar informações a partir do histórico de conversas com o usuário.

Investimento de US$ 100 milhões

O aporte de US$ 100 milhões que a Take conseguiu representa o maior investimento de “Séries A” já ocorrido no Brasil. Com o investimento, a Warburg Pincus terá uma participação na empresa que atua no serviço de atendimento do consumidor para grandes empresas.

Com cerca de 800 clientes atualmente, a Take presta serviços para gigantes como Coca-Cola, Claro, Itaú e Localiza. Ou seja, 15% das maiores empresas do Brasil são atendidas pela Take.

Assim, chamado de “o futuro do varejo” pelo Brazil Journal, o negócio da Take pode ser descrito como um conversational commerce, ou ainda, comércio de conversação (em sua tradução para o português).

Em entrevista, o CEO da Take Roberto Oliveira fala sobre a experiência dos consumidores em relação a conversas através de mensagens. Segundo ele, os usuários evitam resolver questões com empresas através de ligações telefônicas.

“As pessoas não querem mais ligar. Elas preferem mandar mensagens no WhatsApp e todas as empresas precisam estar prontas.”

Take foi criada em 1999

A Take foi criada bem antes do lançamento de smartphones e do WhatsApp, ainda em 1.999. Naquele momento, o avanço tecnológico ainda não havia apresentado algumas funcionalidades, como o sistema Android e iOS.

Sendo assim, a Take iniciou suas atividades voltadas para outro setor, oferecendo ringtones para aparelhos celulares que estavam na moda há 20 anos. Porém, com o desuso de ringtones, o negócio da empresa foi completamente modificado.

Antes de receber US$ 100 milhões, a Take mudou de ringtones para um negócio voltado a publicação de SMS, mantendo assim um contato entre as empresas e os consumidores por mensagens.

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