Um casal de Santo Amaro (SP) decidiu investir em Bitcoin, mas o caso foi parar na Justiça após o relacionamento chegar ao fim.
De acordo com o processo, a proponente da ação emprestou dinheiro para o namorado investir em criptomoedas, sendo que naquele momento o Bitcoin estava valendo por volta de R$ 17 mil no mercado.
O relacionamento do casal terminou poucos meses após o investimento em criptomoedas, sendo que nenhuma quantia foi repassada pelo ex-namorado para a usuária que move a ação.
Além de emprestar R$ 2 mil para o investimento em Bitcoin, ela conta também que o empréstimo nunca foi pago pelo acusado.
A decisão da Justiça sobre o caso mostra que o réu deverá devolver o dinheiro emprestado durante o namoro. Além da quantia investida em Bitcoin, a ex-namorada também emprestou mais R$ 10 mil para o réu comprar uma moto.
Emprestou dinheiro para investir em "golpe" com Bitcoin
A ação sobre o casal investidor de Bitcoin cobra um empréstimo de dinheiro entre as partes envolvidas. No total, a usuária pede R$ 12 mil referente a dois empréstimos realizados para o réu enquanto eles mantinham um relacionamento amoroso.
Foram R$ 2 mil em um primeiro empréstimo, transformados em investimento em um negócio com Bitcoin. Além desse pedido, mais R$ 10 mil foi emprestado, sendo que este segundo empréstimo utilizado para a compra de uma motocicleta.
A quantia investida em criptomoeda foi repassada ao acusado no dia 17 de outubro de 2017, momento em que o Bitcoin era cotado por volta de R$ 17 mil no mercado.
O investimento em Bitcoin seria uma ação em “conjunto”, sendo aquele valor um bem do casal. Inicialmente, a proposta dos dois era recolher o dinheiro após um período investido.
“Emprestou para o réu, então seu namorado, a quantia de R$ 2.000,00, mediante depósito bancário, sob a promessa de que o valor seria utilizado para um investimento conjunto e que seria integralmente resgatado em 5 meses se não rendesse frutos.”
Ex-namorado perdeu dinheiro
O dinheiro investido em criptomoedas seria resgatado pelo casal, que esperava ter lucro ao apostar a quantia em Bitcoin. No entanto, o processo fala que o negócio era um “golpe” com criptomoedas e o dinheiro foi completamente perdido.
Em defesa, o homem processado ainda alega que a autora da ação havia perdoado a dívida relacionada ao investimento em Bitcoin. Como o negócio não rendeu lucros ao casal que caiu em uma “fraude milionária”, a ex-namorada teria deixado o empréstimo “para lá”.
“Quanto ao primeiro empréstimo para aquisição de criptomoedas bitcoins, acabou por cair num golpe de uma empresa que gerou uma fraude milionária e perdeu o numerário, sendo que a autora falou na época que era para deixar esse valor ‘para lá’”.
A Justiça de paulista entendeu que os dois pedidos de empréstimos precisam ser pagos, após o acusado assumir publicamente a dívida com a ex-namorada.
Ou seja, o réu pagará tanto o valor investido em criptomoedas, como a quantia emprestada para ele para comprar uma moto.
No total, a dívida entre o ex-casal corresponde a R$ 12 mil, sendo que a este valor será acrescido 1% de juros de mora para cada mês em atraso da dívida.
O relacionamento entre os dois pode até ter chegado ao fim, mas o empréstimo para investir em Bitcoin ainda deve ser pago, segundo a decisão judicial.
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