A união entre internet das coisas (IoT) e blockchain promete revolucionar o modo como interagimos com as máquinas e os objetos, segundo destacou a noomis, plataforma de notícias da Febraban. A integração entre as tecnologias promete transformar as interações entre utensílios eletrônicos, elétricos e mecânicos, ao possibilitar a interconexão inteligente entre eles, em todos os lugares. E isso deve mudar também a relação das pessoas e empresas com seus ambientes.
Segundo a publicação blockchain pode fornecer o layer de segurança para que os dados dos dispositivos interconectados possam se comunicar garantindo a integridade das informações.
"Para que a IoT cumpra a promessa de conectar, até 2025, cerca de 42 bilhões de dispositivos, incluindo máquinas, sensores e câmeras, ela dependerá da computação na ponta. Diferentemente dos sistemas de IoT atuais, cuja arquitetura é baseada em um servidor centralizado, o que os torna vulneráveis a falhas em um único ponto da rede, o blockchain funciona como uma espécie de livro-razão distribuído de transações e comunicação entre os “nós” das redes IoT. Ao armazenar a lista de transações, criptografadas, em diversos servidores participantes da rede, o blockchain aumenta sua segurança e confiabilidade", destacou a publicação.
De acordo com a publicação a junção das tecnologias de blockchain e IoT, que vem sendo chamada de BIoT, oferece um mundo novo e promissor, e pode ajudar a resolver tanto os problemas de segurança e escalabilidade quanto de custos.
Para Adilson Fernandes, diretor técnico (CTO) da Nobli, a indústria financeira quem está na vanguarda mundial hoje, tanto em termos de conhecimento quanto de aplicações relacionadas ao blockchain. “Não tenho dúvidas de que ela será a precursora no desenvolvimento de soluções de IoT utilizando blockchain”, prevê ele.
Já para Vanessa Almeida, gerente do Departamento de Desenvolvimento de Sistemas da área de Tecnologia da Informação do BNDES, o emprego de blockchain para IoT ainda é uma ideia muito nova mas já existem várias discussões sobre o uso da tecnologia para IoT para habilitar microtransações.
“No futuro, quem sabe, em vez de pagamento de pessoa para pessoa não tenhamos pagamento de coisa para coisa ou máquina-máquina; estamos vendo o início da evolução dessas tecnologias, e as grandes mudanças tendem a acontecer, de fato, quando houver a convergência dessas tecnologias, como blockchain com inteligência artificial e junto a IoT”, disse