A Binance divulgou esta semana um relatório apontando que a capitalização total do mercado de criptomoedas aumentou 110% nos últimos 12 meses, montante que representou um acrescimento de US$ 870 bilhões no market cap nesse período, dos quais US$ 596 bilhões (55%) foram aportados no quarto trimestre desse ano. Segundo a exchange global de criptmoedas, embora seja cedo para afirmar que a corrida dos touros (bull run) começou, os investidores de criptomoedas precisam ficar de olho em 10 narrativas e métricas-chave nos próximos meses.

No rol dessas conclusões apontadas no documento, a Binance observou que a variação líquida na oferta das cinco principais stablecoins por capitalização de mercado se tornou positiva pela primeira vez desde o primeiro trimestre de 2022, o que indica a quantidade de capital pronta e disponível para investir em criptoativos em qualquer momento. Segundo a Binance, um aumento na oferta de stablecoins geralmente indica fluxos de capital para cripto, fornecendo assim uma indicação de potencial pressão de compra.

Elencando outro indicador, o relatório informou que o volume de tokens não fungíveis (NFTs), considerados um dos principais indicadores de sentimento do mercado, romperam sua tendência de queda de oito meses e aumentaram quase 200% em novembro, período em que a rede Bitcoin foi a mais popular, com mais de US$ 375 milhões em volume de NFTs, superando até mesmo os NFTs da Ethereum (US$ 348 milhões).

Abordando outros dois indicadores, o levantamento mostrou o aumento das taxas para os 20 principais projetos cripto em novembro, que estavam cerca de 84% mais altas do que em outubro e mais de 100% mais altas do que em setembro. O TVL (valor total bloqueado) em finanças descentralizadas (DeFi) também cresceu enquanto a dominância do DeFi subiu 18% no mês. Razão pela qual o “retorno DeFi” foi incluído nas narrativas a serem observados, porque, segundo o relatório, o TVL DeFi aumentou quase 25% desde o início do ano, com crescimento de 14% mês a mês em novembro.

A exchange ainda relacionou os tópicos ligados ao Bitcoin, entre eles o surgimento dos tokens Ordinals e BRC-20s, que viu um ressurgimento de interesse em novembro, as notícias de fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) baseados na negociação à vista (spot) do benchmark, e o halving do Bitcoin, que acontece em abril de 2024, narrativas que coincidiram com a alta de 162% do BTC em 2023. 

Segundo a exchange, outros assuntos em alta são o aumento de blockchains L1, o surgimento de protocolos SocialFi como friend.tech, ao lado de atualizações da Farcaster, Lens e Binance Square, o avanço dos tokens RWAs (ativos do mundo real, em tradução), que começaram a se tornar cada vez mais importantes, representando agora mais de 49% dos ativos no balanço do MakerDAO enquanto a Chainlink também espera trazer laços mais próximos entre TradFi, RWAs e cripto, com a sua nova solução CCIP, a expansão da tecnologia de conhecimento zero (zk) e o recuo nas taxas de juros nos EUA ao nível mais alto em 22 anos, além de cortes de juros na China e na Europa, pelo Banco Central Europeu (BCE).

Recentemente, o Influencer e futurista Bernard Marr também apontou sete tendências do mercado de criptomoedas em 2024, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.