As autoridades indiciaram Bruno Tolentino, tio do jogador Lucas Paquetá, por manipulação de jogos em plataformas de apostas esportivas. O relatório final da CPI das Bets, divulgado na terça-feira (18/03), menciona o nome dele.
O senador Romário Farias (PL-RJ) apresentou à relatoria, que acusa Tolentino de envolvimento em um esquema de apostas esportivas combinadas.
A CPI das Bets recomendou o indiciamento dele ainda em fevereiro de 2025. A comissão ouviu o tio de Lucas Paquetá durante a investigação sobre manipulação de jogos no Brasil.
Tio de Lucas Paquetá acusado de manipulação
As autoridades acusam Bruno Tolentino de envolvimento na manipulação de jogos disputados pelo West Ham durante a Premier League. Como Lucas Paquetá joga no mesmo time em que o tio apostou, seu nome foi envolvido na investigação.
O relatório aponta que Bruno Tolentino se aproveitou de lances de cartão amarelo para realizar apostas no time inglês. Os árbitros aplicaram os cartões a Lucas Paquetá, que também responde pelo envolvimento no caso através da Football Association (FA).
Ele apostou nos jogos ocorridos entre novembro de 2022 e agosto de 2023. Sendo assim, além do tio de Lucas Paquetá, outras pessoas ligadas ao jogador brasileiro realizaram apostas semelhantes aos jogos de Bruno Tolentino em plataformas de apostas.
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Mais indiciados na CPI das Bets
A CPI das Bets também indiciou outros nomes além de Bruno Tolentino. Dessa forma, com o fim da investigação na terça-feira (18/03), os empresários William Pereira Rogatto e Thiago Chambó Andrade podem responder por manipulação de jogos.
O relatório final, apresentado pelo senador Romário, cita o nome deles. No entanto, a comissão deixou o empresário Bruno Lopez fora dos indiciamentos, pois ele confessou participação no esquema e fez um acordo com o Ministério Público antes da divulgação do relatório.
Transferências suspeitas de tio de Lucas Paquetá
Bruno Tolentino realizou transferências suspeitas, o que levou a comissão a indiciá-lo. Ou seja, no dia 6 de fevereiro de 2023, ele enviou R$ 30 mil para o jogador Luiz Henrique, que também responde a um processo por suposta manipulação de jogos na Espanha.
A quantia foi enviada poucos dias antes de Luiz Henrique receber um cartão amarelo durante uma partida de futebol em um campeonato local. Portanto, essa coincidência entre a aposta e o cartão amarelo levantou suspeitas de manipulação nos resultados.
Sendo assim, uma análise minuciosa das contas bancárias ligadas a Bruno Tolentino revelou valores incompatíveis com o patrimônio que ele declarou ao fisco. No total, ele realizou mais de 250 transações financeiras e movimentou quase R$ 840 mil sem declarar à Receita Federal.
Além disso, o irmão de Lucas Paquetá recebeu transações suspeitas. Ele recebeu R$ 65 mil em dez transferências, o que sugere o envolvimento de mais familiares do jogador brasileiro no esquema.
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